Você conhece Samuca e a Selva?

Gravação Clip Vai Madurar

Gravação Clip Vai Madurar

No último dia 27 a banda fez o show de estreia do álbum Madurar, um trabalho bem completo em todos os aspectos.

Com muita musicalidade de seus dez integrantes, essa superbanda é composta por um quarteto de metais, percussão, bateria, teclado, baixo, guitarra e, claro, Samuca nos vocais. Trazendo com muito estilo todas as possibilidades de uma “full band”, cada aspecto musical é bem empregado e em cada faixa do álbum você pode sentir o trabalho envolvente de seus músicos.

Com canções que abordam desde temática passional narrando dilemas sentimentais até propostas filosóficas, o clima de baile e a regionalidade das faixas deste disco são um convite aos ouvidos. Essas bases impedem o ouvinte de pular uma faixa sequer, a cada trilha uma agradável experiência musical repleta de estilos e pegadas.

A primeira música de trabalho, que já ganhou clipe e que abre o CD, “Madurar” é uma verdadeira entrada para o banquete que está por vir. Um single completo, com uma letra envolvente e instrumental apaixonante, deixa o convite para o apreciador da boa música se entregar ao álbum e todo seu charme.

Veja o clipe de Madurar:

Mais um presente musical de 2016, o CD “Madurar” já está disponível nas principais plataformas de streaming.

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Veja abaixo o release do álbum Madurar

Samuca e a Selva é um nome sonoro para uma (big) banda, de 10 integrantes. “Madurar” é daqueles singles perfeitos harmônica e melodicamente para um cartão de visitas. E esta é uma leitura adequada de ambos. Só que por trás dos dois, do nome da banda, da primeira música de trabalho do primeiro disco, que carrega o nome do single, há muito mais crocância do que a leitura simples.

Samuel Samuca tinha um grupo – Chinela de Palha – que trafegava pelo universo regionalista do forró, maracatu e baião havia uma década, quando se mudou de Guaratinguetá para São Paulo e a bola de neve começou a crescer e se desenhar mais ampla.

O leque de gêneros que gosta, do afrobeat ao pop passando por soul, funk e MPB, o aproximaram em uma das andanças da vida e de bares de Rodolfo Lacerda, igualmente compositor e que se tornou o 11º elemento do grupo que se formava, mas com atuação de bastidores.

O trombonista Victor Fão trouxe a linha de frente da Nômade Orquestra, chegaram o baixista Thiago Buda, um dos fundadores do Bixiga 70, Allan Spirandelli e Kiko Bonato do Ba-Boom e Felippe Pipeta, integrante da OBMJ (Orquestra Brasileira de Música Jamaicana) e quando olharam para o lado 10 pessoas já faziam parte do ecossistema, com diversidade de influências, de pensamentos, conceitos, mas todos construindo a mesma música quente, tropical. Ou seja, uma selva.

Samuca ganhou o primeiro nome na banda de maneira natural – é o principal compositor e é o vocalista, o frontman, o que agita (e tem essa missão) mais nos shows.

Samuca e a Selva é um quarteto de metais (Bio e Kiko Bonato nos saxofones, Felippe Pipeta no trompete e Victor Fão no trombone), percussionista (Fábio Prior), baterista (Guilherme Nakata), tecladista (Marcos Mauricio), os já citados Thiago Buda no baixo, Samuel Samuca no vocal e o guitarrista (Allan Spirandelli).

Com essa profusão de músicos e de influências o som é bem o que você está imaginando. Só que com doses exageradas de suingue e alto astral. Aliás, a parte sonora pode ser dividida em três pilares, o das canções que tem temática passional e narram dilemas sentimentais, o das propostas filosóficas e, costurando os dois universos, o clima de baile que pede a entrega do ouvinte.

A primeira música de trabalho, que já ganhou clipe e que abre o CD após a introdução “Vai”, “Madurar” entra no pacote dos questionamentos filosóficos, com sua linha de raciocínio de que espere pois “a amoreira vai madurar”, referindo-se não à árvore da amora, mas do amor. Nela estão todos os elementos do ataque sonoro do grupo – a canção, o groove, os metais, a forte pegada MPBística, tudo construído em camadas próprias para o suor.

A latinidade fala alto em “Pobre do Bento”, com pitada afro, percussão, metais e flauta, na salsa de “Detergente”, que novamente traz uma condução percussiva deliciosa, na guarânia paraguaia em “Pantanal Paraguayo” e na versão instrumental que fecha o disco com o bônus “Pantanal”, onde as camadas ganham reforço de arranjos de cordas e linhas melódicas de sanfona.

O soul que caminha para o samba rock dita o ritmo de “À Beça”, enquanto afrobeat, funk e jazz entram no balaio de “Esperanza (Bem-Vindo à Selva)” com forte presença percussiva e com as participações especiais de Thiago França, do Metá Metá no Saxofone e Maurício Fleury, do Bixiga 70 no órgão farfisa.

Tem toda a regionalidade de forró, baião, maracatu em “Afobado Peito Altivo” e “Coco Docê”, fazendo a cama para uma delicadeza de suingue suave – na autobiográfica “Guará” – e um looping tanto hipnótico quanto grooveado com metais em “Flores Raras”.

É Norte, é nordeste, é América Latina, é música popular e pop brasileira e é área dominada pela selva. Tropical. Bem-vindo.

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