Tratore completa 15 anos no mercado de distribuição e alcança solidez após crise da indústria fonográfica

Em 2017 a Tratore completa 15 anos. Única independente 100% brasileira – a Tratore conta com um catálogo de mais de 7 mil artistas de todos os gêneros musicais, entre eles: A Banda Mais Bonita da Cidade, 5 a Seco, Dani Black, Dona Onete, Fresno, O Terno, Carne Doce, Galinha Pintadinha, Fafá de Belém, Rubel, Nina Becker e Grupo Corpo (que inclui obras de Lenine, João Bosco, Tom Zé, Caetano Veloso, José Miguel Wisnik, Samuel Rosa).

Com um faturamento previsto para este ano de R$ 3,5 milhões – um robusto resultado dentro do mercado de música gravada no Brasil – a empresa se estabelece como a maior distribuidora independente de música do país.

Paciente zero da transformação, à frente dos mercados de cinema ou de jornais digital, a indústria fonográfica teve suas estruturas abaladas a partir de 1999 com o surgimento dos softwares P2P e do alto índice de pirataria de CDs, uma crise que tomou fortemente este mercado na década que se seguiu. A Tratore, que começou como distribuidora física, demorou 7 anos para quebrar um recorde de faturamento – que após janeiro de 2008 veio somente em julho de 2015.

E foi em 2015 que o crescimento de vendas em relação ao ano anterior triplicou e alcançou 36%*. O mesmo percentual que se estabilizou em 32% no último ano reflete a solidez de uma empresa que soube se adaptar e aprender em meio a crise global. A Tratore, assim como o cenário internacional vive hoje uma nova realidade digital e rentável.

Os investimentos realizados em tempos de mudanças, como sistemas e ferramentas para automatizar tanto a distribuição física quanto a digital, são percebidos como certeiros em frente a um faturamento atual em que 75% é fruto da distribuição digital.

Outro ponto triunfal foi entender que a realidade do mercado que se configurou beneficia os artistas independentes. Com as plataformas de streaming, o espaço e relevância comerciais são muito maiores para os músicos e bandas que já não precisam de uma grande gravadora para colocar suas músicas ao acesso do público. A Tratore se encarrega, por exemplo, da distribuição digital para mais de 100 plataformas pelo mundo (incluindo Spotify, Deezer, Apple Music, iTunes, Google Play, Napster e TIDAL). A distribuição física das obras (CDs, vinis e cassetes) para redes e lojas especializadas pelo Brasil e exterior segue também compondo parte da receita da empresa, que na proporção atual é 1/4 do total das vendas.

Em outra frente, a Tratore passou a investir nos últimos 3 anos em licenciamento de música para cinema, TV e publicidade. Buscando oportunidades para a música brasileira independente nessa seara, o fundador da Tratore, Mauricio Bussab, criou a Kiwiii exclusivamente para este fim. Na nova empresa, Luiz Macedo (Juke, produtora de áudio) e Fernando Yazbek (fundador da editora Spin Music e advogado do mercado da música) são sócios de Bussab. Os serviços da Kiwii, iniciados oficialmente em 2016, já possibilitaram que dezenas de artistas distribuídos pela Tratore licenciassem suas músicas pela primeira vez para finalidades audiovisuais (cinema, tv, publicidade, vídeos para web).

15 anos de Tratore no mercado

Este ano, a Tratore comemora a direção acertada que soube tomar em tempos de aguda crise: a diversidade de serviços que solidificou a empresa no mercado. Para celebrar seus 15 anos de história estão previstos uma série de lançamentos e atividades que promovem a música brasileira. Entre eles, o lançamento de uma série de coletâneas digitais encabeçadas por importantes títulos da distribuidora. Entre eles: Kleo Dibah e Rafael, Juçara Marçal e Cadu Tenório, Paulo Freire, Inezita Barroso, Apolo, Atentado Napalm, Craca e Dani Nega, Antônio Nóbrega, Thabata Lorena, Tonico e Tinoco e Irmã Kelly Patrícia.

A Tratore também realiza neste ano de efeméride o projeto social Atalhos Sonoros. Em parceria com a  Fábricas de Cultura – programa da Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo e a organização social de cultura  Poiesis – a distribuidora convidou artistas como Craca (do duo com Dani Nega), Kátya Teixeira, Lineker, o duo eletrônico NU e a banda NÃ, para serem mentores em atividades de formação e difusão cultural realizadas na periferia de São Paulo. Haverá ainda uma edição especial dentro da programação da SIM – Semana Internacional de Música de São Paulo.

* % de crescimento de vendas em relação ao ano anterior:

2011

3%

2012

-2%

2013

7%

2014

12%

2015

36%

2016

32%

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