Pinguim, 56 anos de História

medalha_pPinguim, 56 anos presente na música brasileira

Queremos, a seguir, relatar a história de como foi criada a nossa fábrica de baterias Pinguim. Não com uma conotação saudosista, mas com o intuito de dar a conhecer algumas curiosidades, inclusive referente ao próprio nome da empresa, já que muita gente nos pergunta a respeito deste assunto.
Sabemos que muitos bateristas, hoje com suas carreiras consolidadas, iniciaram seus estudos com nossas baterias, portanto esperamos que a história a seguir seja de grande interesse.

 

 

Eu posso imaginar, na velha cozinha de minha nona, centro de reuniões da família italiana, todos falando alto e dando suas opiniõeshistoria1_b ao mesmo tempo. Meu nono Pedro, tecelão e músico, pertencente a banda, “Com jazz Band você Vae” sugeriu ao meu tio Florêncio, famoso baterista da época e torneiro mecânico, e ao meu pai Romeu, ferramenteiro, projetista, professor no Senai e também músico, que montassem uma pequena oficina de baterias devido a grande dificuldade de se arranjar um instrumento de padrão internacional para acompanhar os músicos vindos de fora naquele tempo.

 

 

historia2bEm 1952 nascia a “Oficina Mecânica Florêncio Roncon”, com a fabricação inicial dos pedais de bumbo, clones perfeitos do modelo Speed King da Ludwig, famosa bateria americana. No mesmo ano foi confeccionada a mão e com peças em bronze e latão, a primeira bateria Pinguim, apelido de meu tio, adquirido nas orquestras onde tocava de fraque e por seu modo engraçado de andar. Esta bateria se encontra hoje em um museu da França, segundo músicos brasileiros que teriam visitado o país.

Mais dois tios entraram para a oficina: Ivano, ferramenteiro e músico, e Sergio, contador e músico. Todos trabalharam no desenvolvimento de peças, pedais, aros, acessórios e o instrumento ganhou forma com canoas conquilhadas em formato de gota, suporte bola para tons e pratos, cascos feitos com madeira de qualidade. Naquele tempo era possivel forrar o instrumento com celulóide, os acessórios e peças eram todos de fabricação própria.

A Bateria foi sendo vendida cada vez mais e o nome Pinguim foi crescendo devido a sua qualidade. No mês de março de 1966 a “Oficina florêncio Roncon” passa se chamar “Metalurgica FIRS Roncon Ltda” saindo da rua Jorge Ferreira, no Piqueri, para o prédio próprio na Rua Pedro Bonilha no mesmo bairro.

 

pinguim_1O famoso Logo da Pinguim

Outra curiosidade é o nome “FIRS” que nada mais é que as iniciais dos irmãos Roncon ou irmãos Pinguim como ficaram conhecidos (Florêncio, Ivano, Romeu e Sergio). Com a explosão dos Beatles e da jovem guarda com Roberto e Erasmo Carlos, as baterias Pinguim foram cada vez mais solicitadas e em 1968, no auge do Rock and Roll, vendia-se 100 baterias por semana.
Na década de setenta a bateria teve uma nova remodelação, suas canoas e peças injetadas em zamac com a mesma qualidade de uma bateria Ludwig, sempre com um grande numerário de vendas, chegou a ser conhecida em alguns lugares do mundo levadas por músicos e alguns exportadores para outros paises. A Pinguim foi elogiada pela Ludwig em artigo de uma revista americana que dizia ser a única bateria no mundo a ter uma qualidade comparável a deles.

Agradeço, em memória de meu avô e meus tios, tudo o que eles me deixaram de conhecimento.

Por Robson Roncon

 

 

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