Percussão Eletrônica – Parte I

Alguns bateristas teem uma reação visceral, um frio na barriga, quando se fala em “bateria eletrônica”. Para alguns, elas não são baterias de verdade, não soam nem são tocadas como as baterias acústicas. Para alguns não passam de brinquedos. Gostando ou não, o fato é que as baterias eletrônicas tiveram um papel importante na história da percussão, e portanto merecem um capítulo à parte.

Dentro do contexto histórico, a primeira questão que se coloca é: o que é uma bateria eletrônica? Uma bateria eletrônica é um dispositivo que pode ser tocado com baquetas ou com as mãos e que produz o som eletronicamente, sem a presença de vibração acústica. Isso significa que esse dispositivo deva ser tocado em tempo real pelo baterista, para diferenciá-lo de “sequencers” e “drum machines”, dispositivos que podem ser programados e ter o som disparado ao simples toque de um botão. É uma diferença sutil, mas importante.

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Parece não haver discussão sobre o primeiro uso de uma bateria eletrônica. Foi em 1971, na música “Procession”, do álbum “Every Good Boy Deserves Favor”, da banda inglesa Moody Blues. Graeme Edge, o baterista do Moody Blues, usou uma bateria sintetizada muito frágil e inovadora, que ele criou junto com Brian Groves, professor da Universidade de Sussex. Era uma mistura de fios e transistores que funcionava de vez em quando.

 

 

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