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Disponível nas plataformas digitais, trabalho do cantautor mineiro trata da dualidade intrínseca à identidade humana

São Paulo, 3 de Julho de 2018 – A dualidade da identidade humana é a inspiração motriz deDuplo, EP inédito lançado na semana passada pelo cantautor mineiro Guto – ouça Duplo aqui.

O trabalho, divulgado via selo ACABA, de Belo Horizonte, foi inteiramente composto e gravado por Guto, em co-produção com Rafael Dutra, também responsável pela mix e com a master assinada por Joe Lambert (EUA). Duplo já se encontra disponível nas principais plataformas digitais e em vinil.

“Quando comecei a conceber a ideia de produzir o EP, percebi nas canções que vinha compondo, colocações recorrentes acerca da dualidade da identidade humana, das relações, ou mesmo da existência de um modo geral”, explica Guto, que cita como principais referências temáticas livros como O Homem Duplicado (José Saramago) e O Duplo (Fiódor Dostoiévski).

“A princípio, abordar esse conceito [a dualidade] parecia algo genérico, mas tais obras apresentavam a possibilidade de criar pequenos recortes dessa ideia. Percebi que poderia transmitir impressões leves de uma questão profunda em meio a esses recortes cotidianos, deixando, ao ouvinte, o convite a se reconhecer ‘duplo’ e aceitar essa dualidade”, completa o músico.


Capa do EP Duplo (por: Guto, Vitor Carvalho e Júlia Maia)

Em Duplo, o caminho começa com “Sal”, anteriormente divulgada como único single do EP, canção que trata do apego que se tem em relação ao tempo e aos sentidos. Na sequência,“Artifício” traz sonoridades mais espaciais e é uma espécie de devaneio sobre a percepção da rotina. “Artifício é uma canção que aborda o cotidiano e a dificuldade que temos em notar as mudanças ao nosso redor; uma reflexão sobre as formas como observamos as lições impressas nos pequenos acontecimentos do dia-a-dia”, explica Guto.
A roqueira “Espiral” é uma das primeiras canções de Guto e aborda o processo de amadurecimento como um retorno à infância. “É uma dessas canções criadas e finalizadas numa só tarde”,  revela o músico. “Acho que isso diz muito sobre o que ela representa: uma espécie de desabafo espontâneo e visceral, desses que a gente evita racionalizar demais a fim de que ele não perca sua real transparência”.

Por último, “Onda do Mar” traz uma analogia entre as relações afetivas e as ondas do mar.  De acordo com o compositor, “a ideia é que o balanço do mar tira a gente da zona de conforto, mas seu mistério nos faz querer mais. Acredito que nas relações afetivas é assim também: nos movimentamos e nos transformarmos um pouco no outro. Musicalmente, o movimento das ondas aparece nos desenhos melódicos, na organização dos versos e nas cadências rítmicas — há desencontro e defasagem por toda parte —, feito ondas a quebrar entre pausas que ora atrasam, ora adiantam”, descreve Guto.

Crédito imagem: Júlia Maia

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Guto

Guto lançou seu projeto solo em Maio de  2018 com o single “Sal”, faixa que ele mesmo arranjou, interpretou e produziu. Mineiro de Belo Horizonte (MG), Guto descobriu a arte por meio da mãe, uma não-musicista apaixonada por música. Ouvinte de bandas atuais como Warpaint e Tune-Yards, Guto também traz referências de gerações anteriores, passeando por uma diversidade de sonoridades, que vão de Clube da Esquina à Nirvana. Arquiteto formado, o artista também apresenta uma faceta visual em seus trabalhos, estabelecendo relações entre múltiplas linguagens. Em Junho de 2018 ele lança Duplo, seu primeiro EP solo autoral.

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