O som que nasce delas: vem aí a segunda edição do Festival Sonora São Paulo


Evento foca na formação da mulher na música e tem participação de nomes como Roberta Martinelli, Liniker, Claudia Assef, Tiê, Karina Buhr e muito mais!

Com apenas mulheres à frente de todas as etapas da produção, a segunda edição do Festival Sonora São Paulo promete ser ainda maior que a primeira. O festival, que teve início pela internet em 2016, ocupa, em 2017,  69 cidades espalhadas por países como EUA, Zimbábue, Gana, Suíça, Chile, Egito, Colômbia e Turquia. Em São Paulo, o festival ocorre no Centro Cultural São Paulo, Jazz nos Fundos e na Red Bull Station, tendo como objetivos, além de ser vitrine para o trabalho das compositoras, levar informação e formar mulheres profissionais para o mercado da música através de palestras e oficinas e vivências.

Durante 29 de setembro a 2 de outubro, a capital paulista vai se tornar palco do maior festival de compositoras do mundo com pocket shows, oficinas, palestras, apresentações de mulheres já conhecidas no meio musical. Confira a programação:

Sexta-feira:
A abertura, no dia 29 de setembro, fica por conta de um bate-papo + show no Red Bull Station mediado pela jornalista Roberta Martinelli, com as participações das artistas Papisa e Ana Larousse e direito à plateia. Em seguida, o som fica por conta da DJ e produtora Bad Sista.

Sábado:
No segundo dia, 30 de setembro, a manhã continua no Red Bull Station com uma oficina de gravação em estúdio conduzida pela Alejandra Luciani, engenheira de som do Red Bull Station SP, que vai abordar, na prática, os processos de gravação da banda Meia Noite em Marte dentro do estúdio e sua experiência como mulher neste ramo

À partir das 14h a festa é no Centro Cultural São Paulo com programação intensa: debates, oficinas, vivências, shows e showcases. A primeira atração fica por conta do debate “Mercado da Música para Mulheres Instrumentistas”, com mediação da Roberta Youssef e papo com Anna Tréa, Larissa Conforto e Patricia Ribeiro. Às 15h10 começa uma conversa entre a cantora Tiê e As Bahias e a Cozinha Mineira falando sobre gestão de carreira.. E às 16h15 rola um assunto super interessante e em voga, o debate é sobre “Música além do gênero/ gênero além do tempo”. Mediado por Aretha Sadick e participações do cantor e compositor trans Gui Sales, a pianista e compositora trans Marcelle Barreto, a cantora Karina Buhr, rapper Triz e a multiartista Divina Raio-Laser. Entre um debate e outro, slams com Danna Lisboa e Triz tomarão conta do pedaço!

As oficinas não poderiam ficar de fora e acontecem durante à tarde: às 14h tem uma sobre “Divulgação nas Mídias Sociais”, com a nossa social media Ana Beatriz Resende; e outra às 16h sobre produção “da ideia à realização”, com a Katia Abreu, criadora do Dia da Música, e Sil Ramalhete. À partir das 16h, rola uma vivência super bacana sobre técnicas de som, com a Lila Stipp. A trilha sonora fica por conta dos seis pocket shows das artistas Aline Machado, Yasmin Oli, Marujos, Issa Paz, As Despejadas e Sixkicks, que rolam entre 14h e 17h, logo na saída do Metrô Vergueiro. A escolha dessas musicistas ficaram por conta da curadoria que escolheu 12 entre 150 inscritas.

A programação musical começa às 17h30, com show de Alzira E e Alice Ruiz. E, logo depois, às 19h, com Karina Buhr. O dia termina com mais música no Jazz nos Fundos, com show da Bluebell, às 22h, e uma JAM das Minas à meia-noite!

 

Domingo:
Dia 1º de outubro, nada de pôr as pernas pro ar e assistir televisão que nossa programação continua fervendo no CCSP! Às 14h começa o primeiro debate do dia sobre “Onde estão as produtoras musicais?”, com mediação de Claudia Assef e participação de Bad Sista, Jesus Sanches e Gabi Lima. Às 15h o bate-papo é sobre as “Mulheres na Técnica” com mediação de Florencia Akamine e participação de Fernando Sanches, Olivia Munhoz e Elis Menezes.

Fechando os debates do dia, às 16h, teremos o assunto que trouxe todas essas mulheres até aqui: a composição! Quem guia o assunto é a Ana Larousse, que desenrola o papo com Makiko, MC Tha, Bárbara Eugênia e Cris Botarelli.

As oficinas do domingo começam às 14h com temas super atuais: “Composição: ritmo e poesia” com Lurdez da Luz e, logo depois às 16h, sobre “Construção da Imagem: da letra ao look”, com Isadora Gallas. A vivência do dia é com a Flávia Biggs, do Girls Rock Camp.

Os shows na Sala Adoniran Barbosa do terceiro dia de Festival Sonora começam com as cantoras Soledad e Marcelle, às 17h, e continuam com Badi Assad e Liniker, às 18h15.

Segunda-feira:
O encerramento do Sonora SP será no dia 2 de outubro com a Batalha Dominação e pocket shows de Tati Botelho e Omnira. Esse evento acontece todas segundas-feiras na estação São Bento do metrô, reunindo um público misto e funciona como uma batalha de rima de conhecimentos na qual apenas mulheres podem participar.

E a festa termina reverberando seu slogan: o som que nasce delas!

Sobre o Sonora

parte da equipe Sonora SP 2017

A vontade de LaBaq em criar um festival feito por e para mulheres sempre esteve latente em seus pensamentos. Cantautora que é, sempre percebeu uma necessidade latente de trazer as mulheres compositoras à frente do público e dos palcos. Após de ter contato com a hashtag #mulherescriando, lançada pela mineira Deh Mussulini, veio a proposta quase que imediata de unir as mulheres que fazem música no Brasil e criar um festival com as mulheres no comando. O intuito era de romper com o senso comum de que existem poucas compositoras, que surgiu a faísca para o início do festival. A interseção entre essas ideias e a disposição e grande empreendedorismo de compositoras deu origem ao Sonora ­– Ciclo Internacional de Compositoras, que aconteceu em 2016 na Argentina, no Uruguai, na Espanha, na Irlanda, em Portugal e no Brasil, dividido entre 21 cidades.

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