O cheiro de amor de Bethânia, Jane e Preta

O que Jane Duboc, Maria Bethânia e Preta Gil tem em comum? As três gravaram a canção Cheiro de Amor, clássico da música brasileira, composto por Duda Mendonça, Jota Morais, Paulo Sérgio Valle e Ribeiro.

Motel há mais de três décadas em atividade em Salvador, Bahia, o Le Royale incumbiu ao publicitário Duda Mendonça a missão de criar um jingle para promovê-lo. Batata: o sucesso veio, e não foi pouco. A partir de então, os frequentadores ganhavam cópias desta música.

Atenta aos sinais e mestra na arte de escolher repertório, Maria Bethânia escutou Cheiro no rádio e pediu a Duda para gravá-la. Intuitiva, chamou Paulo e Jota para criarem mais letra. Não deu outra: fez seu registro em 1979, no LP Mel. Sucesso nada, sucessão!

Também em 79, a cantora, compositora e instrumentista paraense Jane Duboc, lançou sua versão em um compacto lançado pela Tapecar. A capa deste trabalho, estampando uma Jane sensual, cabe bem com o teor libertário de versos como: Mas o seu jeito de me olhar, a fala mansa meio rouca, foi me deixando quase louca, já não podia mais pensar, eu me dei toda pra você.

Em 2005, Preta Gil, no segundo disco, Preta, gravou esta faixa, que nasceu da seguinte forma: durante um show, no mesmo ano, Tom Capone a viu cantando-a. Pediu que gravasse. Grata a ele por sua contratação na Warner Music, a baiana atendeu o pedido.

Arthur Vilhena.

Link para as três versões:

Jane (minuto 41:53):

Maria:

Preta:

 

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