Lucas Guido lança álbum após 4 anos

Depois de um longo processo, o caminho do artista de Assis, no interior de São Paulo, o levou até o Paraná para conceber o álbum C0Sm0Nism0, ao lado dos que são agora seus companheiros nesse novo projeto. Arthur Romio (guitarra), Gabriel Moraes (baixo) e André Lauer (bateria) compõem sua banda e gravaram o disco que tem participações de Rafael Morais (synths) e  Leandro Wandekoken (programações). O local não podia ser outro, estúdio Mojo, de onde já saíram os discos de Rafael Morais trio, Sollado e Stolen Byrds que carregam a marca do estúdio  Maringaense. A gig mergulhou na diversidade musical para dar forma ao seu som e agora, lança o seu disco, que chega às plataformas digitais.

Composto por doze faixas, o trabalho traça difusamente um emaranhado rizomático onde o blues, o hip hop, dialogam com pop e até mesmo o eletrônico e o funk passeiam pelo universo cósmico de Lucas.

Esta fusão de ritmos universais e de diferentes batidas, da vida a um som cosmopolitano, com preciosas guitarras e sintetizadores.

O disco tem masterização assinada por Felipe Tichauer e a capa – pintada pela artista Ana Luiza Veras – retrata o personagem principal destas histórias ali contadas, o próprio Guido.

A primeira faixa, “Tinder Boy 3”, surgiu depois de um “date”, no qual Lucas, frustrado, percebeu que seu match tinha outros match’s e os nomeava ou melhor os enumerava nos contatos do whatsapp.

Com um Instrumental que transita entre o Alternativo e o Art Rock, nas pitadas de Sintetizadores, Lucas Guido proclama de forma bela, com uma saturação em sua voz que faz lembrar da cena Alternativa de L.A. Uma mistura de New Order com Aphex Twin.

Até Nunca Mais (Mantra de Adeus) é a terceira faixa do álbum. Uma canção cativante que demonstra a felicidade e a importância do desprendimento. Novamente mistura o Art Rock com pitadas de Funky, expressos nos teclados e guitarras groovadas que são conduzidas virtuosamente pela bateria, que dita a dinâmica da obra, do break, passando pelos toques dos aros até a acentuação no rufar da caixa que prepara para a volta do refrão. Tudo arquitetado para confluir e dar sentido a narrativa. Uma ótima música para quem precisa recomeçar, e de maneira leve seguir adiante.

Eu sou a Desintegração – Com início marcado pelo contrabaixo que expõe sua intenção logo de cara, desconstruir o que poderia ser facilmente apenas um reggae. Beats eletrônicos e sintetizadores flertam com o trap até o soar dos atabaques pedindo passagem para a entrada da guitarra distorcida, que permeia toda a extensão da musica como um contraponto harmônico  onde suas frequências agudas nos revelam a sensação de que não vai ser fácil mas sempre há esperança. Seguida de um flow que vai do ragga ao rap, com um adendo de drives e melodia tipicamente da música pop, característica de Guido, a mensagem ali contida ecoa no íntimo de cada um para o despertar de um senso coletivo.

Lucas Guido, que agora faz parte do casting do Selo Maringá Original Balanço, se prepara para sair em turnê com seu novo álbum, explorando o potencial que sua música tem de fazer aflorar sentimentos.

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Sobre Lucas Guido

Lucas Guido é nascido no interior de São Paulo, na cidade de Assis, onde mora até hoje. Compõe desde os 15 anos, tendo lançado até o momento presente 3 discos autorais: Triste Cru (2012), Coragem! (2014), C0Sm0Nism0 (2018) e 2 singles: Lavínia (2016) , Suavão part. Rincón Sapiência – Pra Continuar (2017) .

Sua primeira banda foi aos 13 anos de idade; chamada Sistemativo, tocava covers de rock e pop pelas casas noturnas de Assis e região. Participou também da banda instrumental-alternativa Allice, da banda punk Mi Nombre és Tonho, da banda de hardcore Minutos Menores, do grupo de Pagode Samba aí.

A gravação de seu primeiro CD aconteceu após concluir a graduação em Direito, quando junto a seus amigos decidiu compilar as melhores composições feitas para gravar com a ajuda de Francisco Bueno, em seu home estúdio no Jabaquara em São Paulo.

O disco Triste Cru, rendeu críticas positivas em blogs musicais, até mesmo na revista Rolling  Stone Brasil; teve o clipe de Amém, na programação da antiga MTV.
No ano de 2016 organizou uma turnê pelo Centro Oeste, Nordeste e Sudeste, durante um mês de viagem por mais de 10 mil km de estradas.

Foram 15 shows feitos em 30 dias. Após a viagem, o Sesc Pompeia o convidou para participar do projeto Prata da Casa, no qual se apresentou também no ano seguinte, na Mostra do projeto, que reuniu as melhores apresentações do ano anterior.

Com músicas novas, em 2017 surgiu a ideia da gravação de um novo disco, mas os integrantes que o acompanhavam decidiram sair do projeto.

Junto, então, de novos amigos, Gabriel Moraes, André Lauer, Rafael Morais, Arthur Romio e Leandro Wandekoken, conseguiu a disposição e estrutura necessárias para produzir o novo álbum, que foi chamado de C0SM0NISM0, um apanhado generalístico das várias partições experimentais da vida musical de Lucas.

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