Lítio mostra em EP o seu marco “Zero”

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(Foto por Pedro Arantes)

O lançamento de um EP geralmente significa o início de uma nova jornada. Para a banda Lítio, formada em 2014, não só significa algo novo, mas também o retorno à estaca zero. O número, não à toa, dá o título do trabalho de estreia da banda, que antes era um duo. Ugo Valle (voz, guitarra e efeitos), Daniel Stob (pad eletrônico, sintetizador) e Bruno Pacheko (guitarra e sintetizador) formam a identidade da Lítio, que evoca a sonoridade do indie eletrônico, e inclui, até mesmo, trilhas sonoras de filmes e games. “Zero” é fruto de todas estas influências e conta com a produção de Alan Lopes (Planar, Medulla).

O encontro com Alan tornou o que era projeto uma realidade. O encontro foi feito pela produtora executiva Dannis Heringer, que conhecia Alan por seu trabalho no Medulla. O trabalho começou a ser criado no segundo semestre de 2015, mas para chegar a esse ponto, a banda teve que lidar com a limitação de instrumentos e de integrantes, afinal, eram um duo.

“Aos poucos fomos investindo na banda, compramos sintetizadores, sequencers, pads etc. O nome ‘Zero’ simboliza o marco-zero do Lítio, recomeço e as mudanças internas da banda.  Entrada de novos integrantes, marco na vida pessoal de cada integrante, mudança no coletivo e gênero musical com novas influências e referências”, explica o vocalista Ugo Valle.

As referências do Lítio não ficam apenas na música – elas também estão presentes na capa do EP “Zero”. Repleta de simbolismos, alguns mais explícitos e outros subjetivos, a ideia é apresentar um indivíduo no topo de uma montanha, simbolizando um olhar externo sobre o mundo, como se representasse uma nova perspectiva. Ugo detalha os significados por trás da capa: “O topo da montanha também representa o fim de uma jornada e o olhar reflexivo em relação ao caminho percorrido. Enfatizando a ideia de que o mais importante não é o destino e sim a jornada”.

A diversidade racial e sexual também foi pensada no momento da produção da capa. Isso porque o indivíduo que ilustra o EP é um indivíduo que não se restringe a um gênero, ou a uma identidade. “Pode ser homem, mulher, hétero, homossexual, bissexual, branco, negro, etc. Os temas apresentados nas músicas do EP são situações que qualquer pessoa pode vivenciar. Por isso, a ideia de não se restringir uma representatividade”.

A capa foi idealizada para produzir uma sensação de imensidão e isolamento, ao mesmo tempo que o círculo que envolve o grafismo simboliza a sensação claustrofóbica de estarmos em uma espécie de domo ou cúpula, com uma liberdade controlada. “Por mais imenso que o mundo seja, vivemos presos no nosso mundo particular distante das outras pessoas, distante de nós mesmos”, analisa Ugo.

O EP “Zero” conta com a participação do produtor musical e instrumentista Patrick Laplan (Rodox, Eskimo) e com a produção de Alan Lopes. A gravação aconteceu no estúdio Melhor do Mundo, com mixagem de Pedro Garcia (Planet Hemp) e masterização de Chris Hanzsek (Soundgarden).

Ouça “Zero”:
Spotify: https://goo.gl/GCaKYZ
Soundcloud: https://goo.gl/rp72QZ

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