Jards Macalé sobe ao palco do Itaú Cultural

Jards Macalé sobe ao palco do Itaú Cultural para dois shows do disco em comemoração aos seus 50 anos de trajetória

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Um dos principais nomes da música brasileira, o cantor, compositor, músico, produtor 

Um dos principais nomes da música brasileira, o cantor, compositor, músico, produtor e diretor musical mantém a inquietude física e musical, e chega a São Paulo para duas apresentações que têm como base o CD e DVD Jards Macalé Ao Vivo, lançado no ano passado, prometendo ainda mostrar ao público novas composições que integrarão o próximo disco

Nos dias 21 e 22 de julho (quinta-feira e sexta-feira) o Itaú Cultural recebe Jards Macalé no show do disco Jards Macalé Ao Vivo, lançado em 2015, dedicado às cinco décadas de música do artista. Em voz e violão, o músico, cantor e compositor apresenta no repertório parcerias feitas com Waly Salomão, como Mal Secreto e Vapor Barato, e com Capinan, em Farinha do Desprezo e Movimento dos Barcos, além de músicas como Boneca Semiótica, assinada com Chacal, Duda e Rogerio Duarte, e Pano prá Manga, feita com Xico Chaves.

Jards Macalé Ao Vivo foi gravado em abril do ano passado, no Theatro São Pedro, em Porto Alegre, e marcou mais uma estreia neste meio século de música de Macalé: o primeiro registro em áudio e vídeo do mesmo trabalho. O CD e DVD, produzido e dirigido pela cineasta Rejane Zilles, contou com a participação especial de Luiz Melodia, Zeca Baleiro e o violonista Renato Piau, acompanhados no palco pela banda Let´s Play That, nome da música feita por Jards em parceria com Torquato Neto.

Nos shows que apresenta no Itaú Cultural, Jards Macalé mostra sua irreverência e faz tudo em um formato completamente diferente do disco. Sem banda em cena, o Ao Vivo acontece apenas com o artista e a plateia. “Os meus convidados são o público e meu violão”, ressalta ele. “Já apresentei algumas músicas desse disco em São Paulo, mas não no formato que farei nesses dois dias no Itaú Cultural. Será um show em que, além do repertório do CD e DVD, apresentarei músicas novas que farão parte do novo trabalho, que estou preparando para o ano que vem”, adianta sem muitos detalhes Macalé, que aos 73 anos continua viajando em turnê pelo país e já começa a pensar no próximo trabalho.

Levando ao palco a comemoração dos 50 anos de carreira festejada no disco, Macalé interpretará músicas que agradam tanto a ele como artista quanto ao público. “Entre elas estão algumas que gosto muito e que não saem do repertório, como Movimento dos BarcosRevendo Amigos e Farinha do Desprezo. E o público sempre pede Vapor Barato”, confessa.

Tido inicialmente como minimalista e intimista, o formado em voz e violão do show acaba sendo um brinde ao público, que segundo Jards reage muito bem. “Nesse tipo de show, a interação é sempre muito grande”.

Macau para os íntimos

Jards Anet da Silva nasceu no Rio de Janeiro e cresceu no bairro de Ipanema, onde jogava futebol e ganhou o apelido de Macalé, inspirado no “pior jogador do Botafogo”. Na música, o jogo era outros: estudou piano e orquestração com Guerra Peixe, violão com Jodacil Damasceno, violoncelo com Peter Dauelsberg e regência com Mario Tavares. Formou grupos musicais na adolescência e, em 1965, chegou ao espetáculo Opinião para acompanhar Maria Bethânia, que substituía Nara Leão. Ainda nos anos 60, virou diretor musical dos shows da intérprete baiana, conheceu Gal Costa, Gilberto Gil e Caetano Veloso, e em 1969, já na fase pós-tropicalista, defendeu a música Gotham City, parceria com Capinan, no IV Festival Internacional da Canção.

Macau, como é chamado pelos amigos, começou os anos 1970 compondo músicas para Gal, Nara Leão e Elizeth Cardoso, emplacando clássicos como Vapor Barato, feito com Waly Salomão. Na mesma década, gravou seu primeiro disco solo, o compacto Só Morto, pela RGE, e na virada para os anos 1980 compôs Tira os Óculos e Recolhe o Homem, com Moreira da Silva, com quem fez vários shows e por quem foi eleito como seu herdeiro legítimo.

Dos 17 discos lançados ao longo de sua carreira, alguns trazem peculiaridades: seu primeiro LP gravado, Jards Macalé, de 1972, foi relançado 40 anos depois, em 2012; o álbum duplo Banquete dos Mendigos, gravado ao vivo, em 1973 no Museu de Arte Moderna do RJ, para comemorar o 25º aniversário da Declaração Universal dos Direitos Humanos, foi censurado na época e só saiu anos mais tarde, com a participação de vários artistas, como Paulinho da Viola, Jorge Mautner, Edu Lobo, Chico Buarque, Raul Seixas, Milton Nascimento, Dorival Caymmi e Gal Costa, além do próprio Macalé. Toda a sua obra foi recentemente reunida em uma caixa do selo Discobertas.

SERVIÇO
Jards Macalé, no show do CD Jards Macalé Ao Vivo
Dias 21 e 22 de julho (quinta-feira e sexta­feira), às 20h
Duração: 80 minutos
Classificação indicativa: Livre
Sala Itaú Cultural (247 lugares)
Entrada gratuita.
Distribuição de ingressos:
* Público preferencial: 2 horas antes do espetáculo
* Público não preferencial: 1 hora antes do espetáculo
Estacionamento: Entrada pela Rua Leôncio de Carvalho
R$ 10 pelo período de 12 horas.
Se o visitante carimbar o tíquete na recepção do Itaú Cultural: 3 horas: R$ 7; 4 horas: R$ 9; 5 a 12 horas: R$ 10.
Com manobrista e seguro, gratuito para bicicletas.
Acesso para deficientes físicos
Ar condicionado

Itaú Cultural
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