Inspirado por momento político, Almir Chiaratti aposta no experimentalismo em novo single

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“Terceiro Turno” conta com participações especiais de Felipe Pacheco (Baleia), Vitor Damiani e mais

O cantor e compositor Almir Chiaratti estreia “Terceiro Turno”, primeira canção que divulga após o elogiado disco “Bastidores do Sorriso”. O single vem para delinear um novo momento na carreira do artista, que agrega elementos sonoros diferentes da MPB psicodélica que construiu em seu primeiro trabalho. Agora, Almir traz uma performance vocal mais madura, instrumentos diversos e novos parceiros musicais.

“Bastidores do Sorriso” saiu no final de 2015, bem recebido por veículos especializados. De lá para cá, foram shows em alguns dos principais palcos do estado do Rio e lançamentos de EP ao vivo, clipes e mais. Agora, Almir comemora o primeiro aniversário do álbum iniciando um novo caminho.

“Passei quase quatro anos ruminando o Bastidores, é natural que ele seja um emaranhado de fases da minha vida. Fazer um álbum completo leva um tempo relativamente grande e quase sempre acontece de quando você lança o trabalho, algumas canções ali já não te representam tanto. Essa canção surgiu enquanto eu trabalhava músicas novas, só que ela nasceu semipronta com letra e violão já definidos”, explica Almir.

A composição aconteceu em agosto, e em menos de dois meses a nova música ganhou forma. O momento coincidiu com as tensões políticas que o Brasil vivia em relação ao afastamento definitivo da Presidente da República. Os debates acalorados que surgiam, inclusive nas redes sociais, refletiram em Almir, que busca incorporar cada vez mais seu lado cronista do cotidiano nas músicas que escreve – uma influência direta de artistas que ouve desde sempre, como Chico Buarque e Tom Zé. “Terceiro Turno” é uma primeira incursão na selva do dia-a-dia.

Com a canção, vem também a necessidade de repensar o show do projeto. Após um breve hiato no formato de banda adotado para o “Bastidores”, a apresentação está sendo reformulada, fruto de um aprofundamento do artista na experiência com outros instrumentos e no arranjo das canções, como é o caso de algumas músicas que já ganhavam, ao vivo, o reforço de tambores e viola caipira.

“Essa pausa nos ensaios me fez olhar para elementos como a percussão, que sou completamente apaixonado, e continuar essa pesquisa sonora. Ainda não sei exatamente como vai ser meu show daqui pra frente, mas acho que esses respiros fazem parte da renovação artística do projeto”, explica Almir.

A intenção de fazer uma crônica foi a inspiração para a letra, mas na hora de concretizar o arranjo, Chiaratti buscou suas influências experimentais. Embora ele já estivesse em uma pesquisa pela discografia de Tom Zé, o cantor recebeu várias indicações de referências assim que começou a mostrar para alguns amigos os primeiros rascunhos de “Terceiro Turno”, em especial da vanguarda paulista. Segundo Chiaratti, “foi exatamente este o tempero que faltava para misturar com a catarse que os álbuns “Todos os Olhos” e Estudando o Samba” me causaram.

“Mergulhei no “Clara Crocodilo”, do Arrigo Barnabé, me apaixonei por álbuns que não conhecia do Itamar Assumpção, ouvi Naná Vasconcelos, Luiz Tatit, o último álbum da Ná Ozzetti e Zé Miguel Wisnik e fiquei imaginando a energia criativa do Teatro Lira Paulistana nos anos 80. Acabou tendo um pouquinho de cada coisa dessas que ouvi durante a criação do arranjo pra música. Eu queria falar sobre a confusão política brasileira com um arranjo que fosse ficando cada vez mais estranho, com muitas vozes e efeitos nos instrumentos que transparecessem o sentimento que eu tenho em relação à política atual”, analisa o cantor.

Para dar forma à música, Almir buscou instrumentos e sons que não tinha utilizado em “Bastidores do Sorriso”. Ao pesquisar o arranjo, ficou evidente a possibilidade de promover um diálogo entre sopros e cordas. Felipe Pacheco, conhecido por seu trabalho na banda Baleia, incorporou seu violino à canção seguindo dois direcionamentos: “Clara Crocodilo”, de Arrigo, e a música barroca. Almir assumiu violão, bandolim e arranjos de percussão, e convidou Eduardo Rezende para gravar e dar vida ao groove da música. O regente Vitor Damiani colaborou nos corais e vozes. O saxofone ficou a cargo de Mateus Da Silva, que já havia gravado com Almir em “Bastidores”, além de mix de Luiz Felipe Netto e master de Luiz Tornaghi. A gravação aconteceu no estúdio Camelo Azul, na zona norte do Rio de Janeiro. A canção já está disponível online, com capa da atriz e pintora Pally Siqueira (Totalmente Demais, Big Jato).

Confira agora “Terceiro Turno”:

Spotify: https://goo.gl/yYAfwW
Deezer: https://goo.gl/7GsKkF
Google Play: https://goo.gl/xixKkP
iTunes: https://goo.gl/6jmiTn
Soundcloud: https://goo.gl/H04Nuh

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