História da Bateria – Parte V

Os anos 1960 até hoje
ludwigwebO rock and roll que começava a tomar conta das paradas de sucesso nos anos 60 aumentou progressivamente o volume, forçando uma mudança na maneira de fabricar as baterias. Uma das maiores transformações foi o peso dos pratos, que se tornaram mais pesados e mais espessos para se equiparar ao som elétrico e mais agressivo da época. No começo dos anos 60, a Avedis Zildjian Company lançou os pratos de chimbau New Beat, que consistiam de um prato pesado embaixo e um médio em cima. Os pratos de condução e de ataque também se tornaram mais pesados, para se enquadrarem na amplificação que as bandas começavam a usar. No final dos anos 60, mais e mais bateristas começaram a usar baterias maiores que incluíam três ou mais toms, dois bumbos (apesar de Louie Bellson usar dois bumbos já na década de 40) e vários pratos de ataque e efeito.
Nos anos 70, os chamados concert toms (toms sem a pele de resposta) se tornaram extremamente populares, tanto em concertos quanto em estúdio. A idéia por trás dos concert toms era que, sem a pele de resposta, a projeção do som aumentaria. A construção dos cascos também se modificou nesse período, quando as fábricas começaram a adicionar mais lâminas aos tambores para suportar o peso cada vez maior das ferragens. Cascos com três ou quatro lâminas deram lugar a cascos com quatro a oito lâminas, e, também nessa época a Ludwig começou a fabricar baterias de acrílico. Um dos primeiros a popularizar esse tipo de bateria foi John Bonham, do Led Zeppelin.
 As companhias japonesas, como Tama, Yamaha e Pearl, começaram a entrar no mercado americano nos anos 70, com avanços no design das ferragens, incluindo estantes de pratos, máquinas de chimbau e suportes de tom mais robustos. As empresas americanas não conseguiram competir em preço e qualidade com os baixos preços dos instrumentos japoneses, e se viram forçadas a fabricar ferragens mais pesadas para tentar compensar os fabricantes japoneses.
Os anos 70 também viram a invenção de um novo sistema para o ajuste da altura das estantes de prato, desenvolvido pela Rogers Drum Company: os anéis de memória, ou memory lock. Hoje em dia, quase todas as fábricas utilizam os anéis de memória em suas estantes. E também no começo dos anos 70 começavam a aparecer os primeiros kits de bateria eletrônica.
Por volta de 1980, um sistema de suspensão de toms foi inventado por Gary Gauger, percussionista da Força Aérea Americana. Esse sistema, chamado RIMS (Ressonance Isolation Mounting System), aumenta a ressonância do tambor graças à eliminação dos furos feitos anteriormente para a colocação dos canecos de tom.
Durante os anos 80 e 90, os fabricantes de bateria começaram a individualizar a fabricação de baterias, aumentando a profundidade dos toms, bumbo e caixa, e oferecendo uma miríade de cores e acabamentos, além da oferecer diferentes acabamentos também nas ferragens.
E a história continua….
Twitter Auto Publish Powered By : XYZScripts.com