História da Bateria – Parte IV

be-bop_sepupEm Nova Iorque durante os anos 40 e 50, um grupo de músicos, incluindo o baterista Kenny Clarke, começou um movimento cujo propósito era fazer músicas para se ouvir em vez de dançar, que havia sido o padrão nos anos 20 e 30. Esse movimento musical, denominado be-bop, consistia em harmonias e melodias complexas, vários “acidentes” na parte rítmica e tempos muito rápidos.

Para os bateristas de swing dos anos 20 e 30, o bumbo e o chimbau eram a base da marcação do tempo. Para a nova leva de bateristas de be-bop, o ponto focal se voltou para o prato de condução. Nessa altura da história o baterista se tornou o líder da seção rítmica. Os bateristas do be-bop utilizavam a bateria para mudar a textura dentro de um arranjo, tocando viradas e acidentes rítmicos. A pegada também se tornou mais leve, e por isso o kit de bateria diminuiu de tamanho. Um típico kit de be-bop consistia num bumbo de 18 polegadas, um tom de 12 e um surdo de 14.

Uma inovação importante que apareceu em meados dos anos 50 foi a introdução das peles sintéticas. Todas as baterias usadas em gravações feitas antes de 1957 usavam peles animais. Depois que Remo Beli inventou as peles de plástico, muitos bateristas aderiram por causa da dificuldade em manter as peles animais afinadas. Num dia quente e úmido, a afinação da bateria ficava grave, pois a umidade do ar afetava as peles. No inverno, as peles ficavam muito esticadas, obrigando o baterista a molhá-las para poder tocar. Apesar de produzir um som que alguns bateristas consideram “inigualáveis”, as peles animais ficaram para trás.

Também nos anos 50 a Rogers Drum Company lançou um inovador sistema de suporte para toms, denominado Swiv-O-Matic, que permitia grande flexibilidade ao baterista para posicionar os toms sobre o bumbo.

No final dos anos 50 Joe Calato inventou as baquetas com ponteiras de nylon. Esse avanço ajudou o baterista e definir melhor o som nos pratos finos e de baixa resolução usados na época. De modo semelhante ao que aconteceu com as peles de plástico, as baquetas com ponteiras de nylon agradavam alguns bateristas, mas alguns, com Buddy Rich, continuaram a usar baquetas com pontas de madeira

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