História da Bateria – Parte III

 Os Anos 1930

sonnygreerwebSonny Greer, da banda de Duke Ellington

O swing reinava nos anos 30. Os grupos de Duke Ellington, Count Basie e Benny Goodman faziam os americanos esquecerem os problemas causados pela Grande Depressão. A música dessa época mudou a sonoridade. As batidas até então tocadas tipicamente na caixa e em instrumentos de “efeito” como os woodblocks, templeblocks e cowbells podiam agora ser tocados no chimbau. Enquanto a mão direita fazia a condução padrão do swing, a mão esquerda ficava livre para acentuar na caixa as convenções dos arranjos.

Os anos 30 também assistiram ao surgimento do fenômeno Gene Krupa. Seu estilo enérgico o transformou num ícone, e ele acabou influenciando todos os que o seguiram, inclusive quanto ao tipo e tamanho do equipamento que utilizava. Ele ajudou a padronizar o set up de bateria que os bateristas de jazz usam até hoje: bumbo de 24 ou 26 polegadas, caixa de 14 polegadas, tom de 13 X 9 montado sobre o casco do bumbo, e surdo de 16 polegadas. Com exceção do tamanho do bumbo, essa configuração ainda é utilizada por muitos bateristas de big bands, porque é bastante ergonômico para o baterista se mover e fazer solos. Além de desenvolver essa configuração, Gene ajudou na invenção de toms com peles de resposta que podiam ser afinados com uma chave. Ele também foi responsável por desenvolver o acabamento branco pérola que muitos bateristas de jazz adotaram, inclusive Buddy Rich.

 

Gene Krupa e Buddy Rich

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