História da Bateria – Parte II

Os anos 1920

Os conturbados anos 20 viram o aparecimento do low boy. Como a expressão inglesa deixa transparecer, ele ficava a uns 30 centímetros do chão, e quando pressionado com o pé, o mecanismo fechava e aproximava dois pratos. Os bateristas pioneiros que usaram o low boy foram Warren “Baby” Dodds, Paul Barbarian, Ben Pollack e Stan King. Antes dessa invenção, os bateristas acentuavam os tempos fracos (2 e 4) tocando ou abafando um prato suspenso, com a mão. Agora essa acentuação podia ser feita com o pé esquerdo, liberando as mãos do baterista para tocar ritmos sincopados. Pode-se dizer que essa invenção ajudou a criar a independência dos quatro membros que todos os bateristas modernos utilizam até hoje.

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Low Boy (Cosrtesia de Winnie Mensink)

O low boy aumentou de tamanho duas vezes durante seu desenvolvimento. Ele primeiro foi levantado para formar o sock cymbal, com mais ou menos 50 centímetros de altura.

 

 

 

 

 

 

 

 

sock-cymbalwebSock Cymbal (Cortesia Winnie Mensink)

Por fim, se transformou no hi-hat, que em português do Brasil chamamos chimbal, ou chimbau, (provavelmente do latim cimbalus, “dois meios globos de metal sonoro que se faziam bater um contra o outro”) e em português de Portugal chamam de “pratos de choque”. Alguns pesquisadores atribuem a invenção do hi-hat a Gene Krupa, mas outros bateristas da era do swing, como Chick Webb, Ray McKinley e Jo Jones também o usavam para condução.

 

 

 

 

 

hi-hatwebMáquina de Chimbau (Cortesia de Winnie Mensink)

Também nessa década, os bateristas de New Orleans começavam a experimentar os “fly swatters” (literalmente “mata-moscas”), que mais tarde se transformariam nas vassourinhas (brushes) criando uma dançante levada contínua na caixa. O efeito era produzido esfregando a vassourinha numa pele de bezerro adaptada aos tambores.

 

 

 

 

 

 

 

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