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Gui Hargreaves imprime a construção poética sobre o tempo em “Eternidade”, novo single e clipe

(Foto: Mauro Figa)

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(Foto: Mauro Figa)

O tempo da poética não é o mesmo que o do relógio. Não se imprime em datas, não é antes nem depois: esse é o caminho do inconsciente. É desse modo que trabalha o artista Gui Hargreaves, e dessa construção poética nasce hoje (22) seu novo single, não por acaso, chamado “Eternidade”, que também presenteia os fãs com uma produção audiovisual.

O mundo deu voltas e Gui deu voltas no mundo até chegar a “Eternidade”. Passou por uma temporada na Itália, que emendou com uma temporada riquíssima na Inglaterra, onde registrou o disco “Volta” (2017), seu mais recente trabalho lançado, com verdadeiro dream team da música mundial.

Só que para ele dream team são os parceiros que escolhe para projetos específicos e não uma relação de músicos com currículos de peso. O atual time dos sonhos de Gui Hargreaves é ele, Leo Marques e pronto. O que importa na verdade (e no momento) é o timing da canção.

Ela aparecera em registro comovente ao vivo em apresentação no Palácio das Artes, em 2015, mas os arquivos se perderam. Foi a chance de mergulhar no próprio baú de sua vida e resgatar memórias e registros passados para modelá-los em formato sonoro.

Para os arranjos de “Eternidade”, Gui resgatou fitas-cassete de quando tinha 3, 4 anos de idade, e os costurou harmonicamente à canção. Para o videoclipe, buscou também arquivos gravados em VHS de quando estava na primeira infância e transformou em “de volta para o futuro” audiovisual.

A própria canção pedia isso. Mais. Ela exigia um alto nível de contraste entre sua temática densa e seu arranjo e sonoridades envolventes. Precisava da referência de conforto uterino para deitar poesia áspera e calorosa. Isso enquanto abre um outro contraste de expor questões universais sob ponto de vista pessoal.

Da gênese de “Eternidade” passando pelos dois trabalhos que vieram em sequência – além de “Volta”, gravou também “Braseiro” -, o single faz sentido nessa revolução temporal de Gui Hargreaves.

“Essa música só existe porque eu tive de atravessar os momentos que me fizeram o que sou. O que me aconteceu como menino, como homem, como filho, um dia quiçá como pai; é desse universo que parto, literalmente.” Pois parta.

Assista aqui:

Ficha técnica:
Direção: Izabela Silva e Bruna Maynart
Letra e Música por Gui Hargreaves, 2017 ©
Produzida, gravada, mixada e masterizada por Leonardo Marques no Estúdio Ilha do Corvo em Belo Horizonte (MG).
Participações especiais:
Guri Assis Brasil
Lumineiro Salve Salve.

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