Girls on Drums São Paulo

GOD_logoO Girls on Drums, evento idealizado pelo baterista Joel Jr. e que já teve três edições em Curitiba, aconteceu em São Paulo no dia 06 de novembro, no Manifesto Bar. Na edição paulistana o evento apresentou cinco bateristas: a paranaense Lucy Peart, a pernambucana Aishá, as paulistas Pitchú Ferraz e Jully Lee e a baiana Patrícia Teles. O Drum Channel Brasil fez a cobertura em video do Girls on Drums edição São Paulo, que você vai ver a seguir. Antes do evento enviamos a cada uma das bateristas participantes as mesmas perguntas. Nessa matéria especial você vai conhecer um pouco cada uma delas e saber as expectativas sobre o evento. Confira o perfil das participantes e veja as entrevistas e os vídeos com as performances de cada uma!

 

patricia-teles_matPatricia Teles

Desde criança Patrícia Teles esteve ligada às artes no geral, e a música permeava todas elas, assim como todo o seu dia-a-dia. Foi por causa dos anos praticando capoeira e tocando os instrumentos de percussão ligados à esta arte, e dos discos de rock e metal da adolescência que Patrícia escolheu a bateria como seu instrumento. Tocando há cerca de 12 anos, Patrícia já trabalhou como baterista e percussionista, em diversas bandas e com vários artistas de diferentes segmentos da música. Tanto em São Paulo, onde iniciou sua carreira profissional e estudou com renomados bateristas e percussionistas do cenário nacional, quanto em Salvador, teve a oportunidade de tocar com grandes nomes da música. Atualmente, além de dar aulas de bateria e de acompanhar artistas, Patrícia Teles está produzindo o disco de sua banda autoral, e trabalhando em seus projetos solos.

DCB: Qual a expectativa sobre o 1° Girls on Drums em São Paulo? Você vai tocar com sua banda ou sozinha?

Patricia Teles: As melhores possíveis! Pra mim além de ser um evento super bacana, o fato de ser em São Paulo e ainda no Manifesto tem muito significado pra mim. Apesar de ser baiana, morei em São Paulo por uns 4 anos, me considero paulistana de coração. Tenho muito carinho por esta terra. Foi em São Paulo onde comecei a tocar profissionalmente, e o Manifesto, a primeira casa de shows que eu fui assim que cheguei por lá, e onde fiz grandes amizades. E tudo isso influenciou direta e indiretamente a minha decisão de me tornar baterista profissional. Ou seja, dia 6 vai ser uma noite de muita emoção pra mim. Vou apresentar meu trabalho solo pela primeira vez na terra e no lugar que me acolheu tão bem anos atrás.

DCB: Você acha que o Girls on Drums está mudando o cenário da bateria, que sempre foi dominado por homens?

Patricia Teles: Sem dúvidas. Que as mulheres hoje em dia estão atuando em TODOS os tipos de profissões, todo mundo já sabe. Isso é um reflexo de mudanças sociais que começaram a acontecer há tempos atrás e logo na música, que lida diretamente com sensibilidade, não ia ser diferente. Já foi-se o tempo em que achavam que pra tocar bateria tinha que se ter força. Resistência sim, mas força não. A não ser pra carregar os trambolhos (risos). Mas essa super iniciativa do Joel, que é um grande agitador das ‘Drummers Girls’, além de abrir espaços pra mulherada mostrar as caras (por ter um alcance maior na mídia), torna isso de conhecimento de um público cada vez maior. Isso ajuda não só a inserção das mulheres que já tocam no mercado da música e das apresentações solos, como também influencia as que estão começando ou irão começar a tocar um instrumento e vêem nessas mulheres, referência, exemplo e incentivo.

DCB: Eventos como esse ajudam a alavancar sua carreira e aumentar a visibilidade sobre seu trabalho?

Patricia Teles: Sim! Apesar de ainda tão ter acontecido o evento, acredito que essa entrevista já seja uma mostra disso. E sendo o Girls on Drums, que é um evento sério e respeitado, além de pioneiro no ramo, ajuda ainda mais.

DCB: Mande um comentário, observação, ponto de vista ou qualquer coisa que considere pertinente ou relevante.

Patricia Teles: Acho fundamental iniciativas desses tipo para o mercado da música e para os músicos no geral, homens e mulheres. Isso mostra respeito ao profissional que se dedica tanto e agora começa a achar espaço para mostrar seu trabalho. Esse tipo de parceria é importante para todas as partes, para os artistas e para as marcas também. E essas, já perceberam que as mulheres também tocam bateria e começam a investir nesse novo nicho do mercado. Aproveitando, quero agradecer imensamente ao Ricardo Goedert do Batera Clube e Anatolian Cymbals pelo super apoio e ao Joel Jr. pelo convite. E quero convidar todos para irem nos prestigiar no dia 6.

 

 

jully-lee_matJully Lee

Jully Lee, vem marcar presença no Girl On Drums, pela segunda vez, agora na cidade de São Paulo. Jully vem mostrar seu talento e divulgar seu projeto de metal chamado Tagma , lançado este ano. Jully Lee sempre chamou e chama a atenção em suas apresentações, pela sua forma de tocar e também pela sua performance de palco: quem assiste fica “extasiado”. A garota é persistente e ama o que faz, sabe que por possuir dedicação e talento não desiste de sua luta.

DCB: Qual a expectativa sobre o 1° Girls on Drums em São Paulo? Você vai tocar com sua banda ou sozinha?

Jully Lee: A expectativa é que, a galera vá prestigiar, para continuar havendo eventos como esse. Quanto a minha apresentação, posso dizer que, estou preparando com carinho algo bem legal para galera curtir, por enquanto a apresentação vai ser solo. Tocarei as músicas da Banda Tagma.

DCB: Você acha que o Girls on Drums está mudando o cenário da bateria, que sempre foi dominado por homens?

Jully Lee: Sim! com certeza, esse evento é uma forma de incentivar as garotas a tocar bateria e a ter seu espaço, inclusive, fora do Brasil já estão rolando eventos como esse.

DCB: Eventos como esse ajudam a alavancar sua carreira e aumentar a visibilidade sobre seu trabalho?

Jully Lee: Com certeza, eventos como esse ajudam a divulgar nosso trabalho, posso dizer que, após o G.o.D 2 (Curitiba), muitas portas se abriram, e as pessoas conheceram mais o meu trabalho, e até lembraram da banda de (Death Metal) chamada Excruciation,na qual tocava, Foi Muito Bom!! Precisamos de mais eventos como esse…

DCB: Mande um comentário, observação, ponto de vista, qualquer coisa que considere pertinente ou relevante.

Jully Lee: Primeiramente agradecer ao Drum Channel Brasil, por essa entrevista e também quero agradecer novamente ao Joel Jr. (Drum Time) e ao Athos Costa (Brasil Pearl) por mais essa oportunidade, e aos amigos que acreditam no meu trabalho.E um agradecimento especial a todos da Pearl Brasil, Drum Time, Drum Channel Brasil, Live Studio, Pop Sound e Mendes Produções.

 

 

pitchu_matPitchu Ferraz

Pitchú Ferraz começou a mover suas baquetas aos 15 anos de idade. Sua carreira se formou tocando covers de vários estilos na noite paulistana. Deu sequência se dedicando para bandas e projetos da cena independente. Já tocou nas bandas AJNA e BLENDA, e banda de HC, com quem dividiu o palco com NXZero e Gloria.Participou do projeto de Edgar Scandurra chamado Smack e se apresentando com o Projeto Farsa em escolas de música, fazendo workshops.Atualmente toca com: Paulo Miklos (Titãs – carreira solo), Wander Wildner, As Mercenárias, Dominatrix, Hellsakura. Pitchu Ferraz também gravou o disco de Peri Carpigiani com participações do guitarrista Kiko Loureiro e do baixista Fernando Nunes.Pitchu Ferraz estudou bateria e percussão com o “mestre” Dinho Gonçalves, formando-se no Conservatório Souza Lima. Também teve aulas particulares com Liliam Carmona e Tuto Ferraz.

DCB: Qual a expectativa sobre o 1° Girls on Drums em São Paulo? Você vai tocar com sua banda ou sozinha?

Pitchú Ferraz: A expectativa é sempre uma responsa, pois é um evento focado só em bateria, não tem uma banda atraz, estarei tocando em cima de trilhas, músicas compostas por mim e pelo baixista Jairo Fajersztajn.

DCB: Você acha que o Girls on Drums está mudando o cenário da bateria, que sempre foi dominado por homens?

Pitchú Ferraz: Acho que é mais do que mudança, a iniciativa do Joel Jr. (Drum Time) está sendo uma pequena amostra do que pode vir… um evento de só bateristas mulheres…mostrar que hoje em dia é diferente! A mulherada tá o máximo!!!

DCB: Eventos como esse ajudam a alavancar sua carreira e aumentar a visibilidade sobre seu trabalho?

Pitchú Ferraz: Lógico !! É um trampo, é uma dedicaçao, estudo, tem que mostrar a cara!

DCB: Mande um comentário, observação, ponto de vista ou qualquer coisa que considere pertinente ou relevante.

Pitchú Ferraz: Vai ser uma noite e tanto! Estamos preparando uma bela batucada…foi muito especial ter recebido o convite para participar do Girls on Drums em São Paulo, agradeço aos queridos da Pearl Brasil, Orion Cymbals e Joel Jr.

 

 

aishAishá Lourenço

A percussionista Aishá Lourenço tem uma enorme experiência, tanto no Brasil quanto no exterior. Veja as respostas que Aishá enviou ao Drum Channel Brasil.

DCB: Qual a expectativa sobre o 1° Girls onDrums em São Paulo? Você vai tocar com sua banda ou sozinha?

Aishá Lourenço: Euzinha! 😉

DCB: Você acha que o Girls on Drums está mudando o cenário da bateria, que sempre foi dominado por homens?

Aishá Lourenço: Sim, principalmente porque não é uma competição: moda Norte-Americana machista que atualmente domina o mundo. O Girls on Drums é um evento altruísta onde musicistas, patrocinadores, mídia e espectadores ganham. Todas nós somos diferentes e me sinto muito feliz em saber que as minas estão desenvolvendo, estudando, correndo atrás e mandando bem, cada uma com seu estilo, sotaque e pegada. É nesse evento que podemos a perceber que todas nós temos linguagens, técnicas, influencias, sotaques e trejeitos diferentes… e similares!! No caso a semelhança principal é o amor pela música!

DCB: Eventos como esse ajudam a alavancar sua carreira e aumentar a visibilidade sobre seu trabalho?

Aishá Lourenço: Claro, como disse anteriormente, o evento causa uma visibilidade crescente e tem tudo pra crescer ainda mais! Por outro lado, não adianta visibilidade “Suvinil”, talvez por um momento sim… ou para alguns… Mas pra mim, o que ajuda mesmo a avançar na carreira musical é a busca de se melhorar a cada dia, estudar, desenvolver isto é continuo…. Também é importante a consciência de que a carreira musical não é só feita de fama como vemos e idealizamos através das mídias. Sei que não é pra todos, mas pra mim isto é muito importante, fazer o que gosta, participar de projetos que role afinidades, pois sem amor não tem valor e sem tesão não há solução.

DCB: Mande um comentário, observação, ponto de vista ou qualquer coisa que considere pertinente ou relevante.

Aishá Lourenço: Drums significa tambores, drum kit sim é bateria! Então se você ver direitinho o Girls on Drums pode perfeitamente se referir não só as meninas bateristas mas também às meninas que tocam percuteria, taiko, tabla, darbuka, framedrum, batá, sabá, conga, timbales, “percussa” e “bateras” eletrônicas e assim vai… Quem sabe o “Girls on Drums Internacional” não acaba virando um evento pra 3 dias!?!rsrsr Calma, calma, pensei alto! Só no Brasil já tem muito pano pra manga! “Elas estão chegando!” hahaha!! Bem, pra quem acredita, incentiva e/ou fica martelando nessa tecla: quem vai ganhar meninos ou meninas? Creio que estamos sim num momento de despertar para uma nova consciência sobre o feminino e o masculino (como fala a Rose M. Muraro) no mundo todo, sei que cada lugar e pessoa está num tempo, mas, quando somos artistas temos que saber acessar essas duas energias… sutileza e firmeza! Complementar! Paras as meninas que querem ser musicista… -não deixe que a ignorância dos outros atrapalhe seus sonhos! -Estudar, estudar, trocar e tocar! Como minha Vó Iva um dia me falou metaforicamente: – É isso que você quer minha fia? Oxe! Então minha fia, suba na lua e mergulhe de cabeça!;) Agradecimentos: Primeiramente agradeço a minha amada família por acreditar em mim desde sempre. Aos amigos queridos de Pernambco, Sampa, UK, e todos as outros que são e estão espalhados pelos 4 cantos do mundo. Tambores Zé Benedito pelos inenarráveis apoio, amizade e força! Ao Joel Jr. pela produção e o carinho para com todas nós! E em especial ao Gino e todo o time da Roland Brasil pelo suporte, simpatia e por me proporcionar este mergulho no mundo mágico e fantástico onde a música e a tecnologia se encontram e me encantam! GRATIDÃO.

 

lucy_matLucy Peart

Lucy Peart é brasileira, nascida em Curitiba, Paraná, 22 anos, graduada em Design de Moda, iniciou seus estudos musicais em 2005 com aulas de bateria e teoria musical. No mesmo ano entrou para a banda Pankake, à qual pertence até hoje como baterista e backing vocal. Em 2008 estudou percussão erudita na EMBAP – Escola de Música e Belas Artes do Paraná. Com experiência de estúdio participou da gravação do primeiro disco da banda Punkake, intitulado Tão Sexy, lançado em setembro de 2009. Participou das 1a. e 2a. edições do Girls on Drums, criado peo baterista Joel Jr. com o intuito de divulgar mulheres bateristas, tocando ao lado de grandes nomes como Vera Figueiredo e Somone Sou. Em 2011 ingressou no casting de artistas da Roland e foi convidada a ministrar aulas de bateria na Escola Edi Tolotti, na qual iniciou seus estudos de bateria e permanece como professora atualmente. Em 2012 ingrssou no casting de artistas da marca Gretsch como a primeira brasileira a ser apoiada pela marca, e também da marca de baquetas Liverpool, ganhando baquetas signature assinadas com seu nome. Foi também convidada a ministrar aulas de bateria na Escola Drum Time, e gravou o novo single da banda Punkake, intitulado Meow, lançado em setembro do mesmo ano.

DCB: Qual a expectativa sobre o 1° Girls on Drums em São Paulo? Você vai tocar com sua banda ou sozinha?

Lucy Peart: As expectativas são as melhores possíveis, fico muito mais muito feliz que o evento esteja se expandindo para novas cidades, e espero realmente que isso seja só o começo. Nesta Edição tocarei sozinha, mas com toda certeza não poderão faltar musicas de minha banda a Punkake!!

DCB: Você acha que o Girls on Drums está mudando o cenário da bateria, que sempre foi dominado por homens?

Lucy Peart: Sim, com toda certeza!Acho que este evento serve como incentivo para todas as mulheres que já tocam ou querem começar a tocar, e ate mesmo aquelas que precisavam de um impulso para iniciar. O G.O.D é uma grande vitrine que contribui na formação de novas bateristas e abre portas para as que já estão na estrada!

DCB: Eventos como esse ajudam a alavancar sua carreira e aumentar a visibilidade sobre seu trabalho?

Lucy Peart: Lógico, eu sou a prova viva disso!rs Como veterana no Girls, posso dizer e comprovar que hoje graças ao evento eu consegui grandiosas parcerias, como por exemplo com a Roland que está comigo até hoje e apoia a edição SP.

DCB: Mande um comentário, observação, ponto de vista ou qualquer coisa que considere pertinente ou relevante.

Lucy Peart: Agradeço mais uma vez a oportunidade de tocar no G.O.D, a meu grande amigo e parceiro Joel Jr. pela excelentíssima iniciativa de criar este evento e de sempre me apoiar, e também a meus Parceiros da Roland, Liverpool e Sonotec . E que venha o G.O.D-SP, vamos lá meninas!!!

 

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