Fernanda Terra na Tom Tom Magazine

fernadaterra_2Girls on Drums 2, com Lucy Peart, Jully Lee, Simone Sou e Shirley Granato. Batuka! Brasil, organizado por Vera Figueiredo. As bateristas brasileiras estão com tudo! Dessa vez o destaque vai para Fernanda Terra, que aparece na edição de julho da Tom Tom Magazine, publicação americana voltada para meninas bateristas. A matéria conta a história de Fernanda Terra com a bateria, além de mostrar fotos e videos das performances da baterista.  O Drum Channel Brasil parabeniza Fernanda Terra por conquistar esse espaço e divulgar o talento dos músicos brasileiros e mostra, a seguir,  o texto da matéria traduzido para o português:
Meu nome é Fernanda Terra, sou baterista desde 1992, em agosto faço 19 anos  de bateria. Tudo começou quando fui morar em Brasília na banda do meu irmão faltava um baterista e tinha um vizinho que dava aula. Foi aí que resolvi tocar. Quando meu irmão quis tocar minha mãe não deixou por ser um instrumento muito barulhento.  E como ela não conhecia o rimshot (técnica pra tocar alto bateria) me deixou fazer aula. Na época não era nada comum uma mulher musicista, muito menos baterista. O L7 tinha acabado de aparecer no Brasil e meu professor falava pra eu não me inspirar na Dee Placas porque quando ela tocava a caixa não tocava o chimbal, e tinha uma baterista brasileira que ele adorava, a Vera Figueredo. Até  então, eram minhas duas referências de mulher na bateria, mesmo tocando diferente, a Dee Placas também era uma referência só por ser mulher e batera…  As minas da minha quadra falavam que eu estava de onda, só queria aprender bateria pra ficar perto do professor que  era bonitão e na real eu era apaixonada pelo irmão dele, que vivia mais na minha casa por ser melhor amigo do meu irmão. Eu acho muito pior o machismo vindo de mulheres, mas eu achava que o tempo respondia por mim e nem discutia.

Em Brasília cheguei a ter duas bandas, a banda com meu irmão e a banda com a minha ex cunhada, a única mulher que eu conhecia que tocava, e nosso sonho era ter uma banda só de mulher, mas as duas bandas não saíram da garagem.Em 94 voltei pra São Paulo fui estudar com o Duda Neves, além da Vera, era outro nome  que meu ex professor  vivia falando, e a escola era mais perto da minha casa. Um dia tava indo pra aula com a baqueta na mão, e umas minas me chamaram pra tocar, fiquei super feliz mas a banda não teve muito sucesso pois as idéias não batiam. Logo depois montei minha bandinha de cover com uns meninos na escola sem futuro nenhum, montei outra banda de músicas próprias com quem cheguei a gravar uma demo, e logo depois montei o Food 4 Life. Mas teve uma pausa porque furei o tímpano nesse meio tempo, fiz uma operação meio complicada e nem sabia se ia continuar tocando, nem o que ia rolar. Mas foi aí que tudo começou na real, porque quando voltei a tocar (depois de uns 2 meses), comecei a fazer shows pra valer e ainda conheci as minas do Baby Scream e começamos minha primeira banda só de mulher. Comecei a aparecer tocando por aí pelo Brasil todo, e conheci as minas do Dominatrix, montei outra banda só de mina chamava NO FASHION, mas durou só um show porque todo mundo da banda tinha mais mil bandas. Nessa época eu tocava com três bandas. Mas como comecei a fazer faculdade e o Food 4 Life estava bem mais encaminhado, quase gravando CD, resolvi me focar numa banda só. E a gente tocou muito pelo Brasil todo. Mas no Food 4 Life eu tinha um problema pessoal com um dos integrantes, que me tirou da banda em 2002. Depois disso fui  chamada pra fazer a tour com o Dominatrix nos EUA, montei o Hellas, toquei no Touching Lips, Gutter Cats, Final FIght, Lyrex e agora também o Nervosa, banda de Thrash metal só de mulheres. Comecei a dar aulas e fazer workshows ano passado e participo dos encontros mensais de bateras em São Paulo. Estou com patrocínio das baterias RMV, baquetas Alba que lançou meu modelo de baquetas na Expomusic de 2010, da Loja Batera Store , Hellocase e agora sou a nova endorsee dos pratos Paiste, estou usando a linha de pratos Alpha Brilhant que foi lançada na feira NAMM Winter Show nos EUA no inincio de 2011. Os pratos são muito resistentes, perfeitos pra minha pegada. Com acabamento brilhante, os crashs são super fortes, chimbal preciso, prato de condução bem definido com cúpula marcante, e estou encantada com meu China de 16” !!! E a cada dia que passa, cada show que faço, cada conquista, me dá mais força e vontade de tocar e estudar bateria.

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