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Èkó Afrobeat injeta sangue novo no afrobeat brasileiro

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Grupo paulistano lança álbum homônimo com 10 faixas que consolidam o afrobeat feito no Brasil – país bastante representativo da diáspora africana

Música, raiz, essência, sentimento, mística, espiritualidade, engajamento sociopolítico… Muitos são os ingredientes do afrobeat – gênero musical criado e popularizado na década de 1970 pelo músico nigeriano Fela Kuti – estão presentes no novo álbum do ÈKÓ AFROBEAT. No disco homônimo, o espírito eclético que remete às origens da música africana é ressaltado.

A faixa instrumental “1º de Maio” é a primeira do Èkó Afrobeat (2017). Uma homenagem ao trabalhador brasileiro, a composição é formada por grooves e convenções que abrem espaço para os músicos solistas explorarem sua criatividade em improvisos – como do tecladista Matheus Alvisi e percussão de Chico Santana e um solo de trompete de Natan Oliveira.

Continente em que a vida humana teve origem, a África é também apontada como o berço de todos os ritmos, o ponto zero da maioria das manifestações artísticas que ganharam o mundo. Do rock ao jazz, do blues ao samba, do reggae ao rap, muitos são os galhos e frutos que descendem dessa grande árvore musical. Funk, soul, free jazz e ritmos tradicionais iorubá são alguns dos ingredientes que compõem o afrobeat e Èkó Afrobeat representa bem a pluralidade do gênero musical: a canção “Mulher negra”, por exemplo, flerta com o reggae, enquanto a instrumental “10 de abril” é  influenciada por ritmos afro-brasileiros.

Ganha destaque uma versão da canção “Macô”, composição do músico pernambucano Chico Science – falecido em fevereiro de 1997 –, em parceria com Jorge Du Peixe e Eduardo BiD.

Também calcado como um instrumento de manifestação político-social, por meio de suas letras. E esse engajamento é a tônica das canções do Èkó Afrobeat, característica bem exemplificada na poesia de “Enemy”, que encerra o CD, em versos bastante contemporâneos, como: “Eu já sabia que essa história de discutir política pela rede social ia acabar mal/ Eu já sabia que falar de política sem saber história ia acabar mal/ Eu quero ver se tu te atreve a fazer política fora da rede social/ Eu quero ver se tu te atreve a viver de poesia e filosofia e passar fome por elas na vida real”.

Igor Brasil, guitarrista e principal compositor do disco, juntamente com o produtor Alexandre Piccini, também assina a produção musical do álbum. O projeto também conta com as participações da cantora e compositora Bruna Prado e dos cantores Mateus Machado, Luciana Oliveira, Marietta e da Bateria Alcalina.

Com repertório quase inteiramente autoral, o álbum possui 10 faixas – cinco canções e cinco faixas instrumentais. A obra foi gravada com apoio de um edital do Fundo de Investimentos Culturais em Campinas (FICC), no qual a banda foi contemplada ao final de 2014. A gravação das músicas foi realizada ao longo do ano seguinte e, em outubro de 2016, o trabalho finalmente ganha as ruas.

Ouça Èkó Afrobeat:
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Álbum Èkó Afrobeat – tracklist:

  1. “1º de maio” (Igor Brasil) [3:12]
  2. “Macô” (Chico Science, Eduardo BiD e Jorge du Peixe) [4:00]
  3. “Arafro” (Igor Brasil) [5:03]
  4. “Mulher negra” (Bruna Prado) [4:46]
  5. “10 de abril” (Igor Brasil) [3:32]
  6. “Sambou África” (Chico Santana e Sheila Sanches) [6:50]
  7. “Reyes” (Igor Brasil) [4:04]
  8. “Não tem como” (Tibless) [3:51]
  9. “Kalakuti” (Igor Brasil) [4:47]
  10. “Enemy” (Bruna Prado e Igor Brasil) [9:53]
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