Do Sul para o mundo: Silvio Biondo apresenta Mandolino

silviobiondoSilvio Biondo começa a despontar para o mundo da música no final de 2015, ao lançar seu primeiro álbum Mandolino. Imediatamente o chapecoense entra no hall das promessas da nova safra da música autoral junto a diversos músicos.

Quem pensa que não existe renovação na música instrumental brasileira, marcada pela fusão de diversos ritmos e ecletismo, pode parar de temer, porque ‘o novo sempre vem’, como canta Elis Regina.

Em entrevista ao Canal Musical, Silvio fala sobre o novo trabalho, histórias da carreira, atual música brasileira, dificuldades de trabalho, seu produtor musical Glauco Solter, dentre outros assuntos.

Dia 8 de abril, 19h, na Fnac de Curitiba (No Shopping Barigui), o bandolinista faz show de lançamento desse primeiro CD. Antes, confira, como sempre, por aqui com exclusividade.

O que lhe fez trocar Chapecó por Curitiba?

Foi necessário partir em busca de mais influências e colocar para rodar o trabalho da minha Banda Red Tomatoes. Em 2006 já éramos destaque no mundo virtual, o que nos fez chegar ao encontro de outras bandas de música autoral, especialmente as que estavam em Curitiba.

Quais as dificuldades de se fazer música na capital do Paraná?

São as mesmas dificuldades de outros locais, principalmente espaços para tocar com as mínimas condições de som e remuneração. Mas prefiro pensar que há mais pontos positivos. Temos em Curitiba artistas relevantes que se apresentam com frequência, bem como a Oficina de Música que, para mim, é a melhor parte do que se faz com música aqui na capital.

O que acha da cena musical curitibana?

De muito bom gosto. Os artistas produzidos aqui geralmente possuem bons arranjos e costuma-se prezar pela qualidade do produto. No entanto, a capital por si só não é sustentável, é necessário pegar a estrada também. Resultado disso é que conseguimos ter músicos daqui tocando em todo o Brasil e também no exterior.

Mandolino foi lançado em dezembro de 2015. Poucos meses depois, como o avalia?

Este álbum tem conseguido realizar um encontro com o público em geral, sua sonoridade, composição e arranjos conseguem conversar tanto com especialistas em música como todos que gostam de música.

Como você chegou ao nome de Glauco Solter para a produção musical e arranjos?

Ao nome eu cheguei após assisti-lo diversas vezes, principalmente nos eventos da Oficina de Música de Curitiba. A primeira coisa que me chamou a atenção foi perceber que este músico transitava livremente entre os ritmos (brasileiros ou não), e sendo eu um compositor que gosta de explorar as possibilidades e existindo a oportunidade de trabalhar com este profissional, não tive dúvidas. Não poderia ter ao meu lado um produtor executor militante de um único gênero musical.

Qual o papel da Gramofone no processo de gravação desse disco?

A Gramofone foi a produtora com quem tive a oportunidade de entender um pouco melhor o funcionamento de uma produção profissional. Em 2012, durante o curso na Faculdade de Música, tivemos uma palestra de quem hoje é minha coordenadora de projeto, Juliana Cortes. E foi na Gramofone onde foram definidas as diretrizes do trabalho agora em andamento.

O que te levou a gravar apenas 8 faixas?

A verba disponível. Tenho tranquilamente mais 10 músicas fora estas 8.

Qual o papel das redes sociais na divulgação do trabalho do artista?

Acho que a rede social é um veículo de divulgação, conheço muitos outros artistas através das redes sociais, porém, não é este o único meio que conheço novos artistas. Vejo que a rede social é um item necessário e não mais um destaque, afinal, não é uma rede de uso exclusivo artístico. A interatividade do fã e do ídolo talvez seja uma coisa positiva, ou não. É inegável, no entanto, que a rede social exerce papel fundamental na divulgação de um trabalho. Podemos levar nossa arte a qualquer local do mundo.

Twitter Auto Publish Powered By : XYZScripts.com