Dillo lança disco homônimo de inéditas

b4a4053c-0d23-401f-a17c-139d512161e4São (quase) quatro décadas de vida; quatro anos sem lançar disco; e o quarto álbum vem aí. Talvez, o brasiliense Dillo viva a fase mais cabalística da sua trajetória musical, que teve início com o lançamento de CrocoDilloGang. Isso, claro, em 2004.

De lá pra cá, vieram mais dois álbuns autorais. Agora, ele retorna aos holofotes com Dillo (2016), um trabalho de 10 faixas, produzido por Diego Marx e lançado pela Rockin’Hood.

De verve pop, o disco traz diferentes sonoridades (saídas principalmente da guitarra, instrumento cativo do músico).  Mas as composições, autorais e irreverentes, são o que Dillo considera como o verdadeiro diferencial deste novo lançamento. “Sempre senti a necessidade de meu auto interpretar. Neste trabalho, chego à maturidade como cantor e compositor”, explica.

Não à toa, Dillo escolheu uma composição que o acompanhou por dez anos para abrir o álbum. Trata-se de “Tempo Tido”. Finalizada recentemente, a música fala da soma absurda das palavras.

Na sequência, “Jesus Krishna” brinca com o universo da música sertaneja e com a sofrência na qual as músicas atuais estão imersas. Ele trata com bom-humor os que preferem tomar gela e Cîroc no camarote.

A já conhecida “Mamãe Mamãe” é a faixa número três. Vencedora do prêmio de Melhor Letra no Festival de Música da Rádio Nacional FM 2015, a música traz o discurso de uma adolescente que confessa – no ambiente familiar – não se encaixar em um padrão (não quer se casar e nem ter filhos), mas ela está “de boa” e feliz com isso.

Depois, a romântica “Amor de Ficar” atencipa os ecos de “Só Que Não”, música acompanhada por um solo potente de guitarra.

Entre risos e apertos, em “Dor a Dois” ele canta o amor sem caretices. Já em “O Som do Sal”, o amor e o gozo são embalados por uma pegada dance. A faixa tem participação especial de Donatinho nos sintetizadores.

“Fica Para o Próximo Disco”, por sua vez, é auto explicativa. Nela, Dillo desabafa sobre encontros musicais que não aconteceram e que devem ficar para um próximo álbum. Arnaldo Antunes, Lenine e Alceu Valença foram algumas das não-participações em Dillo.

A frenética “Home Sweet Rua”, penúltima faixa do disco, apresenta uma cabeça pertubada pela sociedade, governo e apartheid social do nosso país.

Por fim, “Pena Que Se Acaba” fecha o álbum em grande estilo. A música tem os vocais dividos com Frejat (este, sim, participou do álbum) e André Gonzales, do Móveis Coloniais de Acaju.

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Sobre Dillo
Nascido em Brasília, Dillo é compositor e multi-instrumentista. Em 2004, ele lançou o álbum de estreia CrocoDilloGang, que foi sucedido por Mestiço(2008), trabalho no qual mescla ritmos e revela a habilidade experimental do artista. Tal talento se cristaliza ainda mais  no seu álbum mais recente: Jacaretaguá (2012). O trabalho entrou nas mais relevantes listas dos melhores discos brasileiros daquele ano. Dillo já fez mais de 200 shows pelo Brasil e passou por países como Inglaterra, Escócia, Australia, Nova Zelândia, Argentina e Uruguai.

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