David Tavares lança o CD ‘Ni tan rey, ni tan ratón’

davidtavaresQuando David Tavares se prepara para compor sobre algo, não espere músicas que resultem nesse ou naquele rótulo. Com pouco mais de cinco décadas de vida, o músico, nascido em Guarapuava, Paraná, já mostrou a que veio (em 2002, com o CD Um Brasileño em Madrid), perpetuou a obra em audiovisual (2005, DVD Um Toque de Color) e fechou trilogia inicial com outro CD com o mesmo nome do DVD (2009)

Agora apresenta visão própria da música brasileira com o álbum Ni tan rey, ni tan Ratón, deixando a música flamenca em segundo plano. Nesse trabalho, produzido pelo compositor junto a Rafael Morales, gravado em Madrid, Espanha, ele apresenta 12 temas, 9 instrumentais e o restante cantado.

Com lançamento marcado para o próximo dia 8 de abril, no Centro Cultural Portão, 20h, em Curitiba, David bateu um papo exclusivo com o Canal Musical:

Por qual motivo o nome do novo CD é Ni Ttan rey, ni tan Ratón?

Eu tinha o desenho da capa que tinha um rei com uns ratinhos no chão, então, consultando um amigo, ele teve essa ideia, que tem a ver com o tipo de música, que não é uma coisa nem outra….

Quais são suas influências musicais?

MPB, clássica e flamenca.

Quando percebeu que seria músico?

Eu sempre gostei de música, mas como uma coisa profissional foi mais ou menos com 17 anos.

Qual a diferença desse novo trabalho em relação aos anteriores?

Nesse disco tenho mais músicas com ritmos brasileiros e o mais importante é a introdução da música vocal.

Depois de mudar do Brasil, quais foram as melhores e piores coisas que aconteceram com você, em termos de trabalho, na Espanha?

Mudou praticamente tudo, porque quando eu morava no Brasil, não era realmente músico profissional; toquei um pouco na noite curitibana e fiz alguns concertos em teatros somente. Em Madrid, acompanhei cantores, toquei com bandas grandes, aprendi e toquei flamenco solo e com grupos importantes.

O que falta aprendermos aqui no Brasil sobre a comercialização da música?

O Brasil é uma potência comercialmente falando, acho que não tem que aprender nada de ninguém. Outra coisa seria a escolha do estilo de música a ser comercializada. Na minha opinião, acho que deveria ser mais democrático e dar a oportunidade ao povo de escutar uma variedade maior de estilos e artistas.

O que o público pode esperar do seu show?

Acredito que o público pode sair muito satisfeito pela variedade de estilos e a qualidade dos artistas que colaboram comigo. E nós nos divertimos muito tocando e o público também.

Se tiver que escolher entre música brasileira e flamenca, qual escolhe?

Cada coisa no seu lugar. A música brasileira, em geral, é muito mais variada e sofisticada. E o flamenco tem essa sofisticação no violão com muita variedade de técnicas e efeitos.

 

 

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