Confira nossa entrevista com Miguel Rosa

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Em janeiro de 2015, Miguel Rosa embarcou para Washington DC, nos Estados Unidos, a convite de seu amigo James Chubb, com a missão de ajudá-lo a resgatar sua Ford F100 1966, uma caminhonete de três marchas batizada de Carotene – e trazê-la dirigindo dos Estados Unidos para o Brasil.

A viagem trouxe a possibilidade para o músico, o fotógrafo e o aventureiro que compõem Miguel Rosa, de unir suas três paixões. Em suas viagens, ele encontra um espaço de registro artístico e de reflexão, e desta vez não poderia ter desejado melhor cenário.

Durante 35 dias, 16.000 km rodados, 13 países, teve oportunidade de interagir com pessoas de diferentes culturas e costumes, observar paisagens de temperaturas negativas a desertos escaldantes, de montanhas brancas a praias desertas.

Essas experiências, fotografias, vídeos, anotações, recordações e sentimentos foram fonte de inspiração e resultaram na composição das músicas presentes em seu novo EP intitulado “Easy Folk”.

Além de compor boa parte do tempo em movimento, o processo de fotografar da janela da caminhonete aqueceu o instinto do músico, na condição de fotógrafo, de antever uma cena em potencial e passar a apreciar o inesperado, conseguindo capturar flagrantes riquíssimos. Ao mesmo tempo, com sua cabeça de músico, traçava paralelos destes momentos fugazes com a efemeridade da vida.

Apesar de admitir o rótulo Folk, o som de Miguel Rosa flerta com outros estilos, timbres e combinações vocais, onde é possível captar o amadurecimento do Folk na sua pegada e a levada Easy da temperatura musical de uma roadtrip. O EP foi gravado totalmente ao vivo e registrado em vídeo, em um ambiente intimista, onde é possível sentir toda atmosfera musical da banda e energia presente nas músicas, com letras que são fruto de uma narrativa íntima carregada de sentimentos universais. Músicas de uma jornada contabilizada não apenas em quilômetros percorridos pelas Américas, mas pelo interior de si próprio.

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O disco “Easy Folk” nada mais é do que um convite para que você também viaje a bordo da caminhonete 66, ao lado de Miguel Rosa. Porém, o destino é você quem escolhe. Seja bem-vindo a bordo!

Ouça o álbum nas principais redes de streaming

iTunes
Deezer
Google Play Music
Spotify

Para mais informações acesse o site http://www.miguelrosa.com.br/

Tivemos a oportunidade de conversar com Miguel sobre este seu segundo álbum e um pouco sobre a visão de artista que este fotógrafo, músico e aventureiro traz de suas viagens.

“A música sempre esteve em mim… sempre mexeu comigo… Hoje, se existe o “flow”, é na música que o tenho!”

CM: Quais são suas principais influências?
Miguel:
Minhas influências vêm da vida, principalmente! De tudo e todos com quem tive a oportunidade de interagir… principais das trocas, dores e amores. Musicalmente falando, escuto muita coisa… Desde Cartola a Gramatik… Jogo tudo no liquidificador, processo e coloco na bandeja, seja ele servido como Folk ou apenas música mesmo.

“A música sempre esteve em mim… sempre mexeu comigo… Hoje, se existe o “flow”, é na música que o tenho!”

CM: Falando em Folk, o disco Easy Folk é um projeto itinerante ou é uma marca registrada de seu trabalho e estilo musical?
Miguel:
As músicas são resultado de uma “Road Trip” que fiz de Ford 66 pelas Américas. O Easy Folk é a tomada de rédeas de minha carreira… Momento em que decidi seguir mais minha intuição, me escutar… Coloquei tudo o que sou nesse disco e o gravei ao vivo, de forma intimista.

CM: Como começou seu envolvimento com a música?
Miguel:
A música sempre esteve comigo. O Violão sempre morou em casa! Sempre fui curioso com instrumentos e brinco com alguns deles. Das bandas de adolescente, até dar vez para minhas próprias canções… Sou um cara que usa a música como forma de chacoalhar minha alma. Acredito que a música toca as pessoas de forma singular, e quando toca, toca fundo.

CM: Como tem sido a aceitação das músicas em inglês?
Miguel:
Ainda vou gravar um disco em português, um dia! Hoje elas me vêm em inglês mesmo. Nesse mundo contemporâneo e global, acho natural um irlandês gravar disco em Português… Um brasileiro cantar em inglês… A internet é uma ferramenta e tanto! Desde o primeiro disco que minha música nas plataformas de streaming (Spotify, Itunes e cia.), é escutada no Reino Unido, EUA, Japão, Espanha, Portugal, Croácia, Costa Rica, Argentina, e os países só aumentam! Isso é maravilhoso…

CM; Você se vê hoje como músico ou ainda como um aventureiro que procura extrair o máximo de suas “trips”?
Miguel:
Não me considero músico, não tenho esse cacife. Sou um artista que usa a música como forma de expressão… Me aventurando nas Trips, compondo minha verdade, vivo essa vida leve, sonhando e desperto!

CM: Como músico independente, quais os principais desafios que você vê neste universo?
Miguel:
O artista independente hoje não sonha mais em fechar com uma gravadora. E isso trouxe mais competição, é claro. O fato é que hoje existem formas reais e viáveis de se gerenciar a própria carreira, cuidar de tudo, venda de CDs, músicas digitais e shows. Esse artista precisa ser plural, a meu ver. Precisa entender de business para se destacar em um mundo onde o mercado fonográfico é outro, muito dinâmico. A questão digital, a conectividade com a web e os dispositivos que hoje parecem mais parte do corpo do ser humano moderno faz com que as informações corram rápido demais. Sejam liquidas. Por um lado é ruim, pois tudo é muito efêmero. Alguns escolhem “parecer” e não “ser”. Por outro lado, na música, é interessantíssimo pensar que podemos lançar um disco e distribuí-lo mundialmente. Centenas de artistas se lançam diariamente… Podemos escutar musicas fresquinhas de todos os cantos do mundo a todo momento. O que diferencia um artista, que tem pessoas que simpatizam com suas obras, é um conjunto de ações comercias e mercadológicas com a alta capacidade de tocar, emocionar e conectar pessoas através de suas músicas.

CM: Podemos esperar algum material para o futuro ou ainda não tem nenhum projeto em andamento?
MIiguel:
Estou fechando as cidades que ainda vou chegar com o EASY FOLK… Logo a agenda será divulgada. Mas já estou compondo para um terceiro disco.

 

Confira abaixo o show na integra do álbum Easy Folk:

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