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Com a conquista de dois Grammys, Henrique Andrade consolida carreira internacional

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Produtor brasileiro recebeu nove indicações à premiação por trabalhos realizados com Justin Bieber e Juanes 

O primeiro Grammy vencido por um brasileiro foi entre 1960 e 1964 quando o violinista Laurindo de Oliveira arrematou cinco prêmios. De lá para cá, grandes nomes da música brasileira chegaram à conquista da principal premiação da música mundial. E, em 2017, o produtor musical e engenheiro de áudio Henrique Andrade engrossou a lista de representantes do Brasil a chegar ao mesmo ápice de uma carreira musical. Natural de Manaus e adotado por Brasília, Henrique recebeu 9 indicações nos últimos dois anos (16-17), aos quais levou os troféus de melhor engenharia de som, e melhor álbum de pop/rock com o astro da música pop colombiana Juanes. Além da produção vencedora, o brasileiro já trabalhou com artistas consagrados como Bon Jovi, Justin Bieber, Will.i.am, Zayn Malik, Fifth Harmony, Rita Ora, Chris Brown, Avicii, entre outros.

Durante o processo de gravação do disco “Mis Planes Son Amarte”, de Juanes, álbum que recebeu cinco indicações ao Grammy Latin em 2017 e levou duas premiações, Henrique conta que trabalhar com o artista foi uma experiência incrível, e que teve a chance de influenciar bastante no disco. ”Pra mim poder participar daquele evento, gravar todos os instrumentos, ser o engenheiro de verdade, influenciar com as minhas escolhas artísticas e técnicas, foi algo incrível”, comenta.

O contato com grandes nomes da indústria começou quando Henrique conseguiu um trabalho no Record Plant, um dos maiores e melhores estúdios de gravação do mundo. O brasileiro foi para Los Angeles buscando especialização, e a ideia inicial era ficar apenas 7 meses em um curso. “Los Angeles é a meca da indústria da música pop, como a gente conhece o que é vendido e trabalhado para ser distribuído para o mundo todo. Com certeza essa cidade é o epicentro da indústria do entretenimento”, declara o produtor. Com a oportunidade de trabalhar e aprender em um dos principais estúdios, Henrique enxergou a grande chance de sua vida profissional. “Eu sabia que estava tudo resolvido, que era só fazer direito e aguentar, mas as coisas tinham começado”, conta. Porém, o brasileiro lembra que essas imagens que as pessoas veem dele segurando dois grammys, é legal, mas por trás disso, tem algo que pouca gente sabe e está disposta a aguentar. “Todos os trabalhos com esses grandes artistas, são absurdas horas de estúdio chegando até 27 horas direto. As duas últimas semanas de produção do disco do Bieber, por exemplo, foram 18 horas de trabalho no relógio, uma hora para chegar no estúdio,  e uma para chegar em casa, ou seja 20 horas no total. Com tudo isso, são poucas as pessoas que querem e estão dispostas a passar por isso”.

Com 12 anos de carreira, Henrique acredita que a indústria da música seja uma das mais puxadas. Segundo ele, a carreira não conta com horário fixo, por exemplo. “Para mim, qualquer telefonema é a hora que eu preciso trabalhar. E é muito difícil dizer não, porque esse trabalho que bate na porta pode ser a próxima super gig, o novo big single do verão,  então você fica escravo, fica difícil dizer não e é bem difícil pagar esse preço”, declara. Ainda assim, trabalhar com música é o que lhe faz feliz, e sempre foi seu sonho. Nascido dentro de uma família que respirava música desde cedo, Henrique Andrade descobriu seu gosto por esse universo ainda na infância. Foi com os tios em Manaus antes dos 15 anos, que ele viu de perto como funcionava o backstage da música. “Meus tios sempre foram da comunicação, e eles cuidavam das produções de grandes shows e eventos. Como cresci por lá, vivi tudo isso de perto e ficava no backstage, então eu era o mascote, buscava os artistas no aeroporto e ajudava no que fosse preciso”, conta.

Em 1998  ele foi morar com o pai em Brasília e começou sua trajetória musical, teve uma banda e chegou a tocar em grandes eventos locais como o Porão do Rock. “Na época de gravação da pré do primeiro disco da minha banda, que eu aprendi um pouco mais sobre a parte técnica que existe para se construir um disco, uma música, um fonograma. A gente ia gravar o disco com quem se tornou dos meus grandes mentores nessa carreia, o Guiminha Bonolo, foi trabalhando com ele que eu descobri que não sabia nada, e fiquei muito curioso para aprender mais e mais”, comenta.

Quando ainda morava em Brasília, Henrique comprou o ponto de um estúdio, onde sua banda ensaiava na época, então ele foi transformando o espaço, que não tinha nada, em um estúdio de gravação de ensaios e EPs. “Fui melhorando aos poucos, sempre investindo em equipamento, errando e  aprendendo muito. Com isso eu conheci muito mais gente da música em Brasília e comecei a trabalhar com áudio. Trabalhei como técnico de monitor e PA e assim trabalhei com o grupo Moveis Colônias de Acaju, nesse período tive a oportunidade de mixar o DVD. Foram muitas horas dentro do estúdio da trama em São Paulo. Foi uma honra trabalhar com esses caras, naquele momento eu decidi que queria isso pra mim”, finaliza.

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