Circo Litoral se autodescobre em “Além do Mar”

Foto: Uanderson Brittes

Banda baiana gravou seu primeiro videoclipe na Praia da Ribeira, em Salvador (BA)

Carregada de questões mundanas e a constante busca pelo autoconhecimento, a “Circo Litoral”, após lançar o álbum de estreia intitulado “Além do Mar”, resolveu dar uma representação visual para a música título deste trabalho, que teve a produção assinada por Thiago Ribeiro (Toco y me voy) e Dieguito Reis (Vivendo do Ócio).

No clipe, dirigido por Mário Neto, há uma metáfora que compara o mar com experiências já vividas, mostrando que, depois de muito navegar, o verdadeiro “eu” é, enfim, encontrado.

Todas as imagens foram gravadas na Praia da Ribeira, localizada na Cidade Baixa, Salvador (BA), onde vive a maioria dos integrantes do grupo. “Para esse material pensamos justamente na transição de um mundo caótico, pautado pela rotina e pela padronização, para um mundo interno de autodescoberta, figurado pela ideia de mergulho nas águas do oceano que contornam o local onde a banda nasceu”.

Assista aqui:

Sobre a Circo Litoral:

Circo Litoral surgiu em agosto de 2012 e se inclui num contexto de auto-afirmação da música alternativa produzida em terras baianas. A banda se posiciona no limiar entre a nova música popular brasileira e o rock alternativo e independente.

O nome veio do conceito “panis et circenses”, que remete a ideia de que o povo só precisa de comida e diversão promovida pelos abastados. O circo foi armado há muito tempo em terras litorâneas, os padrões músicais e de entretenimento já são pré-definidos, a liberdade artística é minada e a qualidade fica à mercê. O litoral brasileiro, que tanto inspira, acaba por se tornar sinônimo apenas de festa e carnaval. Viemos pra dizer que não estamos acomodados e que existe criação artística além do básico.

O grupo possui influências diversas, que partem da cena do rock indie-alternativo internacional dos anos 2000 e chegam aos grupos brasileiros também alternativos e atuais, mas que se apropriam em grande parte da música popular brasileira. Servem de modelo bandas estrangeiras como The Strokes, Artic Monkeys e The Killers, The Kooks, Last Dinossaurs. Em âmbito nacional podem ser citados projetos brasileiros como Curumim (SP), Móveis Coloniais de Acajú (GO), Mamelungos(PE), O Terno(SP) e Vespas Mandarinas(SP), que fazem parte da aproximação da música alternativa com a música brasileira, tão em voga nos anos 2010. Além disso não se pode deixar de citar as conterrâneas Cascadura, Novos Baianos, Maglore e Vivendo do Ócio, que levam por todo esse período, e de tempos em tempos, a música produzida na Bahia para o resto do Brasil e do mundo.

Tentando fugir das classificações engessadas, a Circo litoral pode ser ouvida em acordes dissonantes, melodias bem construídas e letras que têm uma poética emocional e empática.

Na sua formação original, em 2012, a banda era composta por alguns personagens já experientes na cena rock de Salvador como Leonardo Matos no vocal, que participou da Banda Nothing to Lose, Caio Galvão e Ícaro Cruz nas guitarras e Marcos Paixão no Contra-Baixo, que tocavam juntos na banda Efeito Joule, além de Rafael Paixão na Bateria. Em 2013 Miguel Paixão assumiu o Baixo, marcando o início da produção do primeiro lançamento da banda.

SoundCloud: https://soundcloud.com/circolitoral
Youtube: https://www.youtube.com/circolitoral/videos
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