Celebrando a diversidade, o clipe de “No Mo’ Bitches” da banda Alencastro

Tem drags, moda, festa babadeira, gênero fluido e até coreô com dois pítons albinos!

A câmera acompanha os personagens noturnos fugindo pelas ruas de São Paulo, com imagens deslumbrantes de Praça da Bandeira, Praça Franklin Roosevelt e Minhocão, e indo parar em uma festa babadeira decorada com neons do designer Kleber Matheus. Tem drag, tem beijo gay, montação e, de repente, e meio a um casting formado por pelas mais variadas etnias, idades, gêneros e orientações, rola até uma coreô com dois pítons albinos no clipe de “No Mo´ Bitches”, o primeiro do trio paulistano Alencastro, dirigido pela jovem Fernanda Ligabue.

 

Logo no primeiro take,  um stêncil no asfalto já anuncia o clima de “Fuck gender roles”, um abre-alas pro casting diverso e bem-vestido que ferve na festa da Alencastro, a banda mesmo mesmo um sopro de diversidade com sua mistura equilibrada de pop, rock e eletrônico e a mensagem de respeito às multiplas possibilidades de relações afetivas. A mensagem é clara: bitches, não atrapalhem a festa!

A música “No Mo´ Bitches” faz parte do disco de estreia da banda, “Alencastro”, disponível no Spotify e no Soundcloud. e é um libelo contra tudo o mais que atrapalha e atrasa a vida,  e entenda-se “bitches” como algo mais amplo e profundo do que as invejosas tão retratadas pelo funk. Um novo “abra suas asas, solte suas feras”, na embalagem contemporânea e hedonista criada pela banda, em ritmo tropical relax.  Tudo bem no tema do álbum, que traz letras com uma espécie de existencialismo festivo, refletindo sobre os desafios cotidianos, muitos deles, sombrios. O clima geral é de carpe diem e positividade, com uma mensagem de união.

“Nós sempre gostamos do aspecto teatral do palco e da performance com todas suas facetas, com o figurino, o set design, a iluminação, tudo isso sempre fez parte de nossos universos”, conta o vocalista Rodrigo Massot. O figurino, no Alencastro, tem tamanha função performática que chega a ser uma espécie de quarto integrante da banda, com peças de jovens estilistas brasileiros, como Tarcisio Brandão, Fernando Cozendey, Fabio Kawallys e Gato Bravo Vitange, que ajudam a contar essa história de respeito à diversidade.

O clipe foi dirigido por Fernanda Ligabue, que começou a carreira como pesquisadora da O2 Filmes e, hoje, é diretora de fotografia na “Filmes para Bailar” e na agência de jornalismo digital “Fluxo”. Fernanda já integrou a equipe de vídeo do Teatro Oficina e dirigiu o webdoc “Tapajós em Transe”. A direção de arte e styling são assinados por Tarcisio Brandão, que usou e abusou de peças de Fernando Cozendey e Fabio Kawallys. A beleza é assinada por Mel Freese.

No casting, estão personagens da noite paulistana, como as drags Aretha Sadick e La Mona Divine e dançarina de dança do ventre Giselle Kenj, mãe dos dois pítons albinos do clipe,  Fabio Kawallys, Bianca Exótica, Mouhamed Deme, Juliana Matos, Victor Hugo Yuuki, Tarcisio Brandão, Verane Murad, Guto Requena, Taiara Espada, Carol Chow, William Santos, Luis Biscesto, Paula Valesco Leal, Mel Freese, Arthur Amaro, Vinícius Tieni, Carla Nogueira, Maisa Gariani, Dan Pilat e Tatiane Freitas.

Mais sobre a banda

 

A Alencastro foi formada em 2015, em São Paulo, quando os integrantes Rodrigo Massot (vocal), Jake (guitarra) e Bozziro (teclados e programações) se juntaram para fazer uma mistura de  pop, rock e eletrônico. O primeiro álbum, “Alencastro”, foi lancado em junho de 2016, com 13 músicas compostas pela banda, todas com letras em inglês, com exceção de “Zwarte Piet”, em holandês. O grupo prepara uma versão do disco, deluxe, que trará duas faixas novas, uma delas em português, “Nega flor (caipirinha)”. A ideia, para o futuro, é cantar em vários idiomas e atingir também plateias internacionais.

O som híbirdo é resultado das múltiplas infuências de seus integrantes. Enquanto Rodrigo foi criado a pop internacional, hip hop e R&B, com divas como Mariah Carey e clássicos do G-funk, como 2pac e Biggie Smalls, Jake tem um repertório profundo de rock, música clássica e Frank Zappa, enquanto Bozziro sempre bebeu de rock, música eletrônica, Kraftwerk a David Bowie.

Para saber mais
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