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Benji Kaplan lança seu quarto disco Chorando Sete Cores e o Clipe The Wind

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Um verdadeiro embaixador da música brasileira em Nova York

Está disponível nas principais plataformas digitais o novo disco de Benji Kaplan, Chorando Sete Cores, em que a música brasileira ganha roupagem erudita com influências de estilos neoclássico, romântico e impressionista. Ritmos brasileiros como maracatu, samba, baião, choro, bolero e maxixe são apresentados no violão com o colorido dos instrumentos de sopro, com Anne Drummond nas flautas transversais em dó e em sol, Remy Le Beouf, no clarinete e clarone, e David Byrd-Marrow, na trompa.

 

As 13 faixas de Chorando Sete Cores convidam o ouvinte a experienciar a música brasileira de forma única, na qual o violão se despe do protagonismo e se funde à sonoridade do quinteto de sopros, formando um conjunto em que cada elemento é essencial para a narrativa. Mais que uma sucessão de peças individuais, o álbum se apresenta como uma jornada contínua que mescla cenários estadunidenses e brasileiros, em arranjos elaborados que evidenciam a musicalidade e o alto nível técnico dos instrumentistas.

Tivemos a oportunidade de conversar com o músico, que contou um pouco de como surgiu inspiração para “Chorando Sete Cores”.

Foi muito mais que uma entrevista, o bem-humorado músico, conversou com um belo e invejável português (deixando a minha tentativa de “inglês” bem vergonhosa). Ele foi muito claro em sua visão sobre a música brasileira e como ela difere da norte-americana “É muito bom ver como o violão é folclórico no Brasil, em USA é bem pouco utilizado”.

Durante o bate-papo ele deixou claro estar bem à vontade com a música brasileira de forma bem ampla, apesar de misturar o erudito ao choro, me explicou que tem contato com varias vertente das melodias tupiniquins. Quando perguntei se conhecia bandas novas, ele foi categórico em dizer que busca no Youtube e nas plataformas digitais novos talentos e que gosta de manter parcerias com músicos por aqui.

Perguntei sobre a inspiração e o processo de criação do novo álbum, foi quando Benji se soltou ainda mais e ficou feliz em falar deste trabalho. “A ideia surgiu como uma continuação do meu disco anterior (Uai Sô). Eu colecionei algumas melodias durante o tempo e achei que era hora de colocar em um trabalho…”. Mesmo com uma ideia firme sobre o disco ser voltado ao violão “O violão foi o ponto principal, como devia ser”, ele não deixou de aprender com o processo e ter uma experiência mais plural que esperava “Eu queria amplificar os sons e harmonias com os músicos e o trabalho foi orgânico, me fez entender melhor o que nós estávamos fazendo…”.

De acordo com Benji, ele apresentou seu álbum ao Brasil de forma mais intimista, mas que em Nova York ele sairá em turnê com uma proposta mais completa com os músicos que o acompanham.

O artista não cansou de falar o quanto aprecia a música brasileira. Quando perguntei qual era seu maior público nas plataformas digital, me mostrou dois aspectos de seu público “Quando é cantada o público brasileiro é mais presente, mas quando é instrumental o público americano ouve mais…” ainda disse como o norte-americano tem um ouvido mais receptivo as músicas mais conhecidas “Quando você toca um Garota de Ipanema, normalmente o público responde mais e as vezes até tocando na noite você encontra outros músicos que tocam músicas brasileiras também!”.

O vídeo clipe “The Wind”

Benji ainda falou sobre seu novo vídeo clipe “The Wind”, um choro/valsa que segundo o artista “É fluido e imprevisível como o clipe”. Foi gravado no Pier de Williamsburg em frente ao East River no Brooklyn em Nova York e segundo ele estava muito frio “Não sei se dá pra ver, mas era um dia muito frio e eu estava sofrendo”. O clipe foi dirigido por Rita Figueiredo, paulistana radicada em Nova York e esposa de Benji Kaplan “Ela sabe muito bem o que eu estava mostrando com essa música, o clipe descreve muito bem o que sentia quando compus a melodia”.

Veja o Clipe

O vídeo clipe será exibido neste sábado na Fnac Shopping Morumbi, junto com o lançamento do disco “Chorando Sete Cores”. Vale a pena ir conferir e se puder conhecer esse brasileiro que nasceu em Nova York.

Sobre Benji Kaplan
Guitarrista, violonista, arranjador, cantor e compositor norte-americano, Benji Kaplan nasceu em 1985 e foi criado na cidade de Nova York. Filho de pai cubano com ascendência russa-judaica e mãe austríaca, Benji ouvia dentro de casa vários tipos de música, oriundas dos países de seus pais e também do Oriente Médio, música ladina (por parte do avô judeu espanhol), música brasileira e africana. Ele se recorda ainda muito pequeno dos pais colocando discos de Clara Nunes, Hermeto Pascoal, Tom Jobim, Dorival Caymmi, Canhoto da Paraíba e muitos outros na vitrola de sua casa.

Benji começou a se interessar por violão aos 11 anos de idade, quando viu um colega na escola tocando. Com 15 anos começou a tocar profissionalmente nos clubes e eventos em NY. Aprendeu nesse período também a tocar alguns choros e bossas de Tom Jobim até que, aos 17 anos, finalmente viajou para o Brasil e intensificou o relacionamento com a música brasileira, adquirindo o que chama de “um entendimento espiritual dessa música no seu coração”.

De volta aos EUA, Benji ingressou na Universidade New School em Manhattan, onde estudou e tocou jazz com vários músicos, incluindo Benny Powell, Buster Williams, Rodney Jones, Vic Júris e Barry Harris, entre outros. Foi neste ano de 2004, aos 18, que descobriu um disco do compositor brasileiro Guinga numa loja de discos em Manhattan, responsável por provocar uma profunda mudança na sua paisagem musical.

Benji começou a compor aos 20 anos. Fez choros, baiões, standards do jazz, valsas, modinhas e outros gêneros, arriscando suas próprias letras em português. Elaborando as harmonias, ele cruzava influências do jazz, da bossa, da MPB e da música clássica. Durante a faculdade, aprendeu a tocar os solos das grandes lendas do jazz, como Wes Montgomery, Sonny Rollins e Lester Young. No dia-a-dia, aprendia a tocar e cantar músicas de Tom Jobim, Chico Buarque, Noel Rosa, Ernesto Nazareth, Zé Keti, Dorival Caymmi e Guinga, entre outros. Foi essa mistura de diversas influências que formou o seu estilo próprio de tocar, cantar e compor.

Atualmente, possui parcerias e colaborações com diversos artistas brasileiros, incluindo Makely Ka, Pedro Dias Carneiro, Rita Figueiredo, Sergio Krakowski e Luiz Simas. Kaplan já tem três álbuns aclamados – Meditações no Violão, um álbum solo com diversos estilos, ritmos e maneiras de tocar violão solo incluindo choros, baiões, modinhas e outros ritmos num estilo muito próprio; Reveries em Som, um álbum de duetos com o notável flautista Anne Drummond; e Uai Sô, uma obra-prima com conjuntos variados que explora profundamente a amplitude da sua composição e organização. Com Chorando Sete Cores, ele dá um passo adiante em sua visão singular, combinando um quinteto de sopros ao seu virtuoso violão.

Dentre seus videoclipes, produzidos por sua esposa Rita Figueiredo, destacam-se “A gente se manifesta”, que ganhou o selo de seleção de vários festivais no mundo, Oaxaca Sports Film Festival, Los Angeles CineFest, Indian Music Video Awards, 29 Girona Film Festival, Hope Film Awards, we manifest ourselves, TMC London Film Festival, MusiCanZone FilmFest e Near Nazareth Festival (NNF); e “Fuga de Alcatraz”, que ganhou o prêmio de Melhor Videoclipe no Cinemafest em NY, melhor animação no NYC Indie Festival e é semifinalista do Los Angeles Cinefest.

Sobre Rita Figueiredo
Rita Figueiredo é uma multiartista que trabalha com peças visuais, videoclipes e videocenários para o mercado da música no Brasil há mais de 20 anos. Nesse período, a artista desenvolveu trabalhos para músicos de renome, como Marisa Monte, Ed Motta, Simoninha, Badi Assad e Cássia Eller, entre outros.

Seus filmes de animação foram homenageados com o grande prêmio (Prêmio de Ouro) no Prêmio Colunistas de São Paulo e competiram em prestigiados festivais internacionais de cinema, incluindo Cannes, Festival de Hiroshima, Festival de Girona, Los Angeles Cinefest, Prêmio VMB (MTV Brasil), Indian Music Video Awards, TMC London Film Festival e Animamundi, entre outros. Dentre os videoclipes produzidos para as músicas de Benji Kaplan, destacam-se “A gente se Manifesta”, que ganhou o selo de seleção de vários festivais no mundo, Oaxaca Sports Film Festival, Los Angeles CineFest, Indian Music Video Awards, 29 Girona Film Festival, Hope Film Awards, we manifest ourselves, TMC London Film Festival, MusiCanZone FilmFest e Near Nazareth Festival (NNF); e “Fuga de Alcatraz”, que ganhou o prêmio de Melhor Videoclipe no Cinemafest em NY, melhor animação no NYC Indie Festival e é semifinalista do Los Angeles Cinefest.

Ficha técnica “The Wind”
Direção, direção de fotografia, edição e cor por Rita Figueiredo
Música composta por Benji Kaplan
Composições, arranjos, produção e violão por Benji Kaplan
Co-produção, gravação e mixagem por Vinicius Castro
Flautas por Anne Drummond
Clarinete e clarone por Remy Le Boeuf
Trompa por David Byrd-Marrow
Masterização por Dave Darlington 

Benji Kaplan, Chorando Sete Cores (Big Apple Batucada Records, 2017)
http://www.benjikaplan.com/
www.facebook.com/musicabenjikaplan
http://bit.ly/chorandosetecores

Serviço

Benji Kaplan
Lançamento do disco Chorando Sete Cores
Participações especiais: Rita Figueiredo e Isadora Bertolini
17/03 | 20h | gratuito
Fnac Shopping Morumbi
Avenida Roque Petroni Júnior, 1089, Santo Amaro, São Paulo – SP
Capacidade: 45 lugares
Duração do show: 90 minutos
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