Azael Rodrigues no Teatro – Estou numa “nova praia”

Por Azael Rodrigues

Estou numa “nova praia”. Musical, nunca tinha feito isso. Confesso minha repulsa (teatro) , minha reticência num primeiro momento. Sou sincero. “Ah!, gosto de cinema, teatro nem pensar”. Convivendo com a trupe depois de 50 espetáculos vejo como é importante você dar a v0cê a chance a novas possibilidades de comportamento.  – “Musical, que legal!” . Estou me expressando a vocês à partir de um fragmento do mesmo (música de Zé Ramalho, arranjo de Dyonisio Moreno, arranjo de bateria meu, do espetáculo, “Lisbela e o Prisioneiro” produzido e protagonizado por Ligia Paula Machado). O interessante aqui é essa possibilidade de mostrar que um groove constante pode se modificar a partir de … ( no caso as semicolcheias da mão direita) para que tenhamos o interesse do ouvinte o tempo inteiro do nosso lado. Sim, tocamos para alguém , o povo (o músico) tem que entender isso. A partir do momento que você cria novas possibilidades dentro do mantra, você trás para o ouvinte o prazer de ao mesmo tempo que existe a repetição uma outra forma que dá informação (variações no groove proposto). O take foi feito sem planejamento nenhum. Jazz. (“Pura beleza”, como diria o compositor alagoano Djavan) . Eu simplesmente falei pro Claudio, “grava aí” e foi o que ele fez. “Dois peão” , a gente. Outra música que eu tinha selecionado, nem rolou . Bom, gostei bastante do take por que capta o momento, o que rola no palco sonoramente e visualmente. O momento da concentração, a “deixa”, e os grooves todos (são muitos em um), o fill com as mãos no alto. Importante, aconteceu naquele dia , nunca mais vou fazer a mesma coisa, e é tanta informação em 2 minutos que vale a pena a gente ver/ouvir juntos. Vamos nessa?

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